Posts com Tag ‘tédio’

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São oito da manhã e

agosto 11, 2010

eu acordei a toa.

Duplamente a toa.

Faz uma semana que voltei pra Belo Horizonte. Passei esse tempo juntando documentos pra tirar meu visto de estudante, ficando puta com a internet de casa, reencontrando amigos que perguntam compulsivamente que dia eu vou embora (18 de setembro, DEZOITO DE SETEMBRO), e, muito mais curiosamente, frequentando as aulas da FALE.

Diariamente meus amigos me xingam porque eu poderia estar dormindo; ao invés disso, estou indo numa aula de Italiano III que não vai me render crédito nenhum e que provavelmente terei que refazer quando voltar. Hoje, pra minha felicidade, acordei seis e quinze ouvindo No Fundo do Baú – tocou Prince “beautiful giiiirrrrllll stay with meeeeee” – e cá cheguei, tomei café… Pra depois lembrar que hoje não tinha primeiro horário.

OK, porque eu venho pra cá at all? Além do fato já amplamente conhecido – minha paixão imortal pela FALE, haahha – eu descobri que realmente tenho um prazer em estar numa sala de aula. É um tipo de prazer engraçado e difícil de definir, já que uma vez dentro da sala eu fico olhando no relógio. Acho que pra mim ir à aula é parecido com se apaixonar por homens – ruim, mas sem é pior…

Nos meus tempos de fã mais desesperada de Harry Potter, eu concluí que entre as casas de Hogwarts, eu pertencia à Corvinal, que tinha os alunos com gosto por aprendizado. E agora que estou acordando cedo pra assistir essas aulas… Não é que eu realmente gosto de aprender? O meu filtro de aprendizado é meio amplo, eu gosto de saber tudo, mas principalmente gosto de aprender coisas nas quais posso prosseguir depois por minha conta, como idiomas, como literatura, até informática e afins dá pra aprender bastante sozinho ou conversando com amigos. Por outro lado, coisas de fora da minha área que exigem disciplina e um formato fechado de aulas tendem a ser abandonadas.

Sempre tive um problema sério com aulas de inglês, apesar do meu último emprego ter sido justamente como professora de inglês. O formato fechado me dava nos nervos, especialmente porque eu fazia no CCAA – nada me apavorava mais do que o “now you”, ou os “drills”. Porém, com idiomas você pode ser feliz fuçando filmes na internet, músicas, etc, etc… Não é o mesmo que rola com matemática, por exemplo, que exige uma prática mais disciplinada e metódica. Não tô dizendo que é por isso que eu não sou boa nisso – I SUCK – mas são modos diferentes de aprender, né.

Enfim, já abstraí o suficiente pra poder descer lá no xerox e pegar meus documentos pro visto de estudante. ahhah.

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Feliz feriado zumbi cristão

abril 4, 2010

Antes de tudo, uma dica: se você é pobre como eu, mas não quer ficar sem chocolate na “páscoa”, ao invés de comprar um ovo caríssimo de Ouro Branco, dê uma passada no corredor de chocolate. Peguei três barras das grandes e uma caixa da Arcor na promoção por metade do preço – e o dobro de felicidade feminina no plástico! =]

Bom, eu sou agnóstica. Quer dizer que eu não sei. Ontem um amigo meu disse que ser agnóstico é a única maneira de estar certo sobre a questão universal da existência ou não de deus. Bom, o argumento dele foi bom, mas eu acho o contrário: ser agnóstico é ter certeza que você está errado, porque não existe mais ou menos deus, ou dúvida de existir. Ou o fulano existe, ou não. Como não tomamos uma decisão a esse respeito, eu me considero errada desde o começo.

Uma vez eu li uma matéria muito engraçada na internet sobre isso, que tem uma idéia que meio que tenta pensar no mais lucrativo para a “alma”, por bizarro que isso pareça. Cito: “Se não há Deus, teístas e ateus/agnósticos simplesmente cessarão de existir quando morrerem. Se há um Deus, ateus e agnósticos terão Alguém a quem prestar contas quando morrerem. Deste ponto de vista, definitivamente faz mais “sentido” ser um teísta do que um ateu/agnóstico. Se nenhuma das posições pode ser provada ou deixar de ser provada, não parece mais sábio fazer todo o esforço necessário para acreditar na posição que poderá ter um resultado final infinita e eternamente mais desejável?” Link.

Bom, claramente agnósticos têm um problema de fé. Pelo menos comigo é assim. Não acho que a gente escolhe acreditar, não. Parece que é que nem escolher ser gay – você é assim e the end. Meus aplausos pra quem consegue conscientemente escolher ser religioso porque é mais lucrativo na possibilidade de almas e vidas além existirem. Me mandem um cartão postal.

O assunto não era exatamente esse. Na verdade, o assunto não era porra nenhuma, eu estava com saudade de escrever no blog e fiquei entre esse assunto, postar um comentário sobre a primeira temporada de House que acabei de ver ou escrever um post todo sobre meu amigo que foi pra Alemanha. Todos eles terão seu tempo.

Páscoa é bom porque eu estou comendo na internet já faz 4 dias. Se fosse uma semana normal eu teria feito isso só hoje e estaria achando muito ruim porque daqui a pouco escurece e o dia já acabou. É uma boa desculpa pra gastar dezesseis reais em chocolate, também. Mas enfim. Fico sempre imaginando como seria descrever os costumes dos feriados religiosos pra alguém que não tivesse idéia de convivência humana.  Ow, o cara morreu. O cara voltou. Pra sumir de nooovo!

brinks, to vivao!

A crítica não é exatamente ao cristianismo. Quero dizer, todas as religiões têm uns costumes que quando você olha de fora são muito doidões. Eu tenho dificuldade séria de acreditar. Em tudo! Em homem, em religião, em deus. Em amigos costumo acreditar porque o dano é pouco se eu estiver errada, mas enfim. Fikdik.

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Coisas que se aprende sendo veterano da FALE

março 29, 2010

1. Calouros são universalmente felizes, porque ainda são muito burros pra perceberem onde se meteram. Já ouviu falar, “ignorance is bliss”?

2.A não perguntar onde fica o bar do Cabral.

3.Que só se deve ir tentar resolver qualquer coisa no Colegiado durante a aula, pra não ter fila.

4.Que bandeijão às vezes faz feijoada na sexta-feira.

5. Que você pode faltar até 7 vezes em cada matéria, ou seja, pra aulas de manhã são 7 ressacas e pra noite, 7 cachaçadas. Não aconselho fazer combos.

6.Que se até o Rochinha é amado, você também tem chance.

7.Que o povo do grego esquece de comer, no inglês sempre tem o filho de um “englishman” que acha que fala inglês nativo, que o povo do português vai quase unanimente pra literatura…

8.Que os movimentos estudantis não querem o bem da UFMG.

9.Que festas da moradia não acabam jamais, e que uma festa boa tem pelo menos três reclamações formais.

10. Que o D.A. Letras foi projetado com um dispositivo avançadíssimo de letargia + procrastinação. Chance de cumprir suas obrigações num dia normal: nulas.

11. Que a pesquisa vive querendo te passar pra trás. Ela é passiva.

12.Que os engenheiros acham que mulheres da Letras só querem arrumar marido e que homens heteros da Letras… Bem, heteros?

13.Que todos os seus amigos são mais competentes academicamente que você.

14.Que o vinho da recepção dos calouros custa três reais o litro.

15.Que comer não é tão importante quanto aquela Brahma da sexta-feira. [/merchan]

Aceito acréscimos!

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Pensamentos antieróticos?

março 7, 2010

Depois de vagar pela internet num sábado à noite à toa, eis que a página principal do uol me brinda com o seguinte artigo: Pensamentos antieróticos em quatro categorias.

Estava tudo muito senso comum; era uma lista de pensamentos broxantes pra se evitar na hora e tal. Os dois primeiros itens me pareceram muito normais, até eu me deparar com o terceiro item:

Categoria III – Quem está pouco envolvido com o parceiro

Pensamentos que chegam do nada:

- Preciso limpar o lustre;”

Hahahahaha! Gentem, conversa comigo! Por terem falado isso tão a sério na hora, eu meio que fiquei preocupada com isso ser normal de verdade. É possível chegar num estado tão grande de tédio durante o sexo a ponto de pensar em limpeza?

Bem, existe sempre a possibilidade disso ser coisa minha, que não penso em limpeza nem mesmo quando devia. Ou também a minha nada vasta experiência deve ser responsável pelo meu choque.

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Sobre trabalhar

fevereiro 28, 2010

Trabalho desde o meu segundo período da faculdade, o que quer dizer desde os 18. Cumpri o plano dos meus pais, que era começar a trabalhar quando ficasse maior de idade. Fui estagiária de biblioteca, no IGC, durante seis meses; depois consegui uma bolsa de pesquisa no Laboratório de Tradução, e depois entrei pro CENEX, onde dou aula de inglês até hoje.

Não foi assim tão de boa. Fui rejeitada na minha primeira entrevista, atrás de estágios da FUMP, não passei de primeira na seleção da pesquisa, e fui demitida depois de duas semanas trabalhando numa escola duvidosa do centro.

Mas eis o cenário: tirei esse semestre pra trabalhar, fazer bem feitas as poucas matérias da faculdade nas quais me matriculei, e juntar dinheiro. Ao mesmo tempo, já me peguei negando aula particular (por insegurança sobre a minha eficiência), e hesitando em colocar cartaz oferecendo tradução. Olho pra várias propostas de estágio e fico achando sempre que é mau negócio. Bom, eu deveria ficar mais ocupada, né? Pegar o máximo de trabalho, porque estou precisando.

Então por que não fazer isso? A verdade é que eu acho que é defeito meu mesmo, porque dou muito valor ao tempo livre. Não conheço nada além da idéia básica do conceito de ócio criativo, e nem crio nada no meu ócio não, mas acho que fazer nada é muito importante pra sanidade mental. Sério mesmo! É claro que existem períodos nos quais você não pára. E é bom mesmo não parar pra não sair do ritmo; mas ainda assim, né?

A minha demissão da referida escola de inglês foi ao mesmo tempo muito ruim e muito boa. Ruim pelos motivos óbvios, era um bom dinheiro, e tal, eu poderia fazer um bom currículo, etc, etc, perder o medo de dar aula. Mas acho que acabei achando bom. Eles não me davam nenhum suporte, só me jogavam com o aluno e falavam ‘se vira’, quando eu deixei bem claro que nunca tinha dado aula, e apesar de saber inglês muito bem ([/modéstia]), não tinha didática nenhuma. A orientação foi zero. O amparo zero. A correria era absurda.

Então sabe? Existem lugares e lugares pra se trabalhar. Apesar de ter só um ano de experiência, e apesar de ainda não estar formada, faço o máximo pra não entrar mais em roubada. O Cenex tem seus viés, (viéses???) mas continua sendo o melhor trabalho possível, e me fez crescer muito em pouco tempo. Trabalhos assim fazem a gente querer voltar.

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Omegle – outra dica pro tédio online!

fevereiro 21, 2010

A novidade do dia pra mim já é meio old:

Omegle.com é o endereço perfeito para a insônia. É melhor ter um bom nível de inglês, se você quiser participar. Trata-se de um dos chats mais aleatórios de toda a internet. É só clicar em “Start a chat” e você é jogado numa sala com um total estranho que pode ser de qualquer lugar do mundo, qualquer tipo de pessoa!

Eu já encontrei gente bem interessante: um português que estuda na Inglaterra, uma japonesa que não sabia muito inglês, e me forçou a forçar um japonês estudado por um ano há mais de um ano, um canadense que ficou me perguntando se os brasileiros são todos “brown”, mas que acabou se revelando um cara legal e foi promovido ao msn. Até um carioca já encontrei!

É claro que a maior parte das vezes é difícil começar a conversa. Quem te atira logo de cara um “hi – asl?” provavelmente vai fechar a janela assim que você responder. Muita gente só afim dum sexo virtual – mas eu não entendo… Por que não ir ao seu equivalente nacional do UOL Sexo? Eu hein!

Anyway, divirtam-se, e me contem que tipos bizarros vocês encontram. Sempre que resolvo entrar, acabo só saindo umas três horas depois. =]

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Sobre ser sozinho

fevereiro 17, 2010

Eu me sinto sozinha com frequência.  Não sei se é por causa de ter escolhido ir morar em Belo Horizonte. Tenho uma vida social até bem movimentada, quando não estou aqui em Palmeiras. Mas essa sensação de ser uma ilha tem ficado mais e mais forte. É claro que numa turma a gente costuma brincar de dar estereótipos, o bravo, o grosso, o alcólatra, mas quando a gente tá sozinho, esses rótulos de brincadeira parecem a coisa mais absurda do mundo.

Mas é sozinha dum jeito meio louco: não poder dizer certas coisas, porque simplesmente não se vai ser compreendido. Pior do que isso: às vezes a gente tá com umas futilidades na cabeça, sei lá. E não abre uma janela de msn porque ah, ninguém tem interesse. É bem paia ver que a pessoa só não tem interesse. É mais paia ainda quando até, sei lá, a hora que o desinteressado acordou te interessa.

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Reality show lado B

fevereiro 9, 2010

Atualizações diárias? Bom, quem sabe. Meus caros, enquando houver assunto e tédio nessas férias, eu estarei aqui pra lidar com esse paradoxo maravilhoso da cabeça vazia.

Um deles que entra mesmo na mente de nós, grandiosos universitários da maravilinda elite intelectual brasileira – aham, cláudia, senta lá – , odiado por seres superiores como nós e amaaaado em massa pelo país, pelo mundo, quiçá pela galáxia… é o reality show.

Todo mundo pensa direto em Big Brother. Outro dia eu perguntei pro meu pai: pai, cê sabe de onde vem a idéia do Big Brother? E gastei cinco cuidadosos minutos falando de 1984, do jeito do George Orwell de escrever e tal, e ganhei em troca um olhar bem Xuxa mesmo. Tá, tudo bem, eu mereci por querer ficar querendo vomitar literatura, mas ainda assim, né… Apesar de BBB ser uma merda, 1984 tem seus méritos, e seria bem legal se alguém espalhasse mais esse detalhe. Engraçado como ninguém pergunta de onde veio o nome, ou os motivos dele ser assim. Né? Mas acho que os canais televisivos também não tem o menor interesse em ver que se inspiraram em um sistema ditatorial maluco ao extremo, que previu inclusive seus rebeldes e como trazê-los de volta cuidadosamente. É, né. Não seria o marketing mais positivo do meu Brasil sil.

Caso é, o post não é sobre o BBB, e sim sobre Solitários, o reality show do SBT, que, pra variar, parece que não entende muito bem o valor das coisas que compra e transmite. Em primeiro lugar, fica difícil respeitar uma emissora na qual a programação não tem horário. Já percebeu? Todos os comerciais do SBT sobre a sua programação anunciam depois do quê ela passa, o que tem depois, que dia da semana, mas jamais em tempo algum diz que horas vai passar! Ah, Silvio Santos…

Solitários já é esquisito pela frequência: segundas e quintas. O horário é mais ou menos constante, apesar de nunca anunciado: por volta de 10 da noite. Já começa melhor que BBB no mestre de cerimônias: não temos um grisalho engraçadinho fazendo piadas sem graça, e sim uma voz de mulher que age como se fosse um computador. De acordo com a página do reality na Wikipedia, o nome desse suposto computador, Val, faz referência ao computador do filme 2001, uma odisséia no espaço (fonte). Ela encerra os participantes, que nunca se encontram, em cabines isoladas, e durante todo o tempo do programa eles apenas ouvem a voz dela através de uma tela plana. Dormem no chão, comem e dormem em horários absurdamente iregulares, nunca ou quase nunca tomam banho – apenas tem um banheiro disponível num cubículo separado.

Tudo isso vocês descobrem em qualquer lugar da internet além daqui. O que eu acho mais interessante nesse reality show, além do participante número 6 (<3) , é o sadismo evidente no modo do jogo. A Val leva os participantes a extremos de raiva e apreensão apenas fazendo perguntas. Eles fazem duas provas, uma de imunidade, e os outros que não a vencem fazem a de eliminação – ambas são provas de resistência. O primeiro a desistir é quem sai – com exceções, como hoje.

Hoje, o número seis deveria ter sido eliminado, mas não foi. Já conferi uma discussão emocional na internet sobre a não saída dele ser injusta com a saída dos outros. Tá, isso é até verdade, mas tem outra coisa que me chamou atenção (depois que eu me acalmei e parei de gritar ELE NÃO SAIIIIIIIIUUU….): como a coisa toda é passada pra gente como se fosse um experimento social, para testar reações humanas em adversidades, mas em especial, ao isolamento total de convivência humana, o jogo meio que tira uma com a cara da gente também, que assiste. Dum jeito mais honesto, porque tem uma hora que a gente percebe que também está agindo de forma inesperada. Por exemplo, eu não me envolvo em reality show desde que a sabrina sato saiu do BBB3 (oh, sim, eu lembro), mas de repente eu me peguei grudada na tela igual criança, feliz da vida porque o cara não foi eliminado. Ao mesmo tempo, o comportamento desse cara seria visto por mim como muito chato se eu fosse uma participante – porque ele se esforça pouco, apesar de ter o melhor senso de humor.

Concluo uma coisa meio óbvia, no fim das contas: eles não querem realmente saber quem é mais o resistente, quem vence a si mesmo, etc, etc. Eles querem – e se depender de mim, conseguem – audiência através do extremo humano. Evidentemente isso é muito mais interessante e dá uma discussão muito melhor do que centrar um reality show no tanto que alguém pode mentir, dissimular, ou usando o eufemismo do programa, “jogar”, que é o que rola no Big Brother. Este último é um teste de popularidade, cercado de gostosas e bombados mas sempre vencido pelo pobre, feio, negro, gay. Se for todos então, o mar de lágrimas é ainda mais comovente. Ainda assim, nenhum dos dois é nobre: só acho o do SBT infinitamente mais interessante.

Mas não eliminar o personagem mais carismático do programa realmente me fez pensar nas motivações reais, depois que minha euforia passou. Sabe, uma coisa é curtir cultura pop, e eu curto mesmo. Muitas vezes me divirto horrores. Mas, né? Acho que é sempre legal fazer a coisa mais interessante. E ao contrário de BBB, fazenda, e outras besteiras que estão no ar, acho graça que ninguém discute o que se passa em Solitários, nem o próprio SBT. Ai, Silvio Santos, doidão…

Este é o episódio mais recente que eu pude encontrar no youtube:

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Guia do Tédio Online

janeiro 25, 2010

Desde que postei ontem, fiquei pensando muito sobre meus próximos temas, todos interessantíssimos: a barata que eu matei ontem, o livro que estou quase acabando de ler (Emma, da Jane Austen), reclamar de como eu não sei fotografia, falar sobre como dá desânimo ver matérias sobre corrupção no Brasil. Acabei ficando com o que segue, nada substancioso, nada poético, mas ainda assim, mais ou menos útil pra quem ainda tem a dádiva das férias, seguida de longas noites entediantes online.

Já faz umas três semanas que o meu relógio biológico está completamente desregulado; ontem peguei no sono por volta de seis e meia da manhã. Acordei hoje meio dia. Isso é fruto de achar coisas demais pra fazer na internet. Eu geralmente faço a mesma coisa todas as noites, ou mais ou menos a mesma coisa. Depois do login no msn, seguem na ordem:

Farmville : Tem que ter uma conta no Facebook antes. Surgiu antes daquela merda de Colheita Feliz (que nome horroroso!) do orkut, mas é menos famoso. Estou no nível 33, plantando uvas freneticamente e passando raiva com meus bichos que ficam saindo do lugar. Eu recomendo só mais ou menos; todo mundo que teve força de vontade pra abandonar o jogo alega que quando você vai chegando nos níveis entre 15 e 20, a fazenda dá mais trabalho do que diversão – eu concordo! Mas o pensamento dos meus crops estragados é insuportável, sem falar dos vizinhos – ah, os vizinhos! – que eu fico comparando se evoluem tão rápido quanto eu. Ah, ganância…

Orkut/Facebook: Tenho ambos, entro duas vezes por dia em cada, nunca tem muita coisa. No caso do orkut, quando todas as outras opções dessa postagem estão esgotadas, acabo fuçando perfis de ex (sejamos sinceras agora, meninas, quem aqui não faz isso??), arrastando um pouco de corrente, pra depois ir conferir se alguma das minhas comunidades não foi magicamente transformada em: “Sou emo sim e adoro Forfun”. Ew. No facebook só fico fazendo quizzes cujo resultado nunca dá certo.

É claro que essas opções de cima duram pouco e são bem chatinhas. Agora, o que me faz ficar mandando links freneticamente pros meus amigos e conhecidos no msn é:

FailBlog : É em inglês, mas tem as melhores piadas, vídeos, fotos non sense de toda a internet. Eu geralmente leio tudo, até a última postagem que eu já vi.

IHasaHotDog: Eu adoro cachorros. Muito mais do que gatos. Nesse blog, em inglês também, você acha as fotos mais lindas com as legendas igualmente hilárias. Tem o de gatos, que eu acho uma chatice, o (icanhascheezburger.org).

Picture is Unrelated : Fotos muito estranhas. Muito estranhas mesmo. Geralmente é díficil entender o contexto.

Oddly Specific: Placas absurdas, especialmente em países de língua inglesa. Tem muitos japoneses também, porque japoneses são, ehm, bizarros.

Placas Ridículas: O equivalente em português, mas não é tão engraçado quanto em inglês, porque se perde muito rindo de placas com erros de português. O blog deve ser comandado por gente muito preconceituosa linguisticamente, sem mencionar que devem ler a Veja e apoiar Diogo Mainardi.

Grandes Tolices do Orkut: É um dos meus favoritos, junto com o FailBlog. Ao contrário de outros blogs por aí de gafes do orkut, a seleção das bobagens é boa. É irritante como uns blogs, como o Orkut de Bêbado (que não merece o link) só colocam fotos de gente negra e pobre tirando foto na laje, além de perfis de gente muito feia com erros de gramática. Haha, até parece. O GTO, ao contrário, evita esse tipo de disseminação de preconceito e mostra gafes realmente engraçadas/diferentes. O ponto negativo é que, por causa de todo esse cuidado, postam muito pouco.

Depois de visitar todos esses, procuro links. Depois de desistir de ficar com sono, vou jogar The Sims 2 – dois, sim, porque não tenho dinheiro nem computador suficiente pra ter o 3!

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