Enem e Darwin

Bom, brigada por comentar aqui, Mayara!! Vou te adicionar nos links… Haha, moça, já pensei em fazer jornalismo, mas ouvi falar que você pega uns vícios muito loucos pra escrever… É por isso que vou fazer Tradução 😀
Hoje foi dia de ENEM. Fui fazer a prova em Pirassununga, na UNI FIAN. Bloco c, sala 16. *vira os olhos diante da informação inutil * De qualquer forma… Achei engraçado diferenciarem as provas por cores. A minha era a rosa, mas ironicamente eu era a única que queria azul…
Cheguei em casa lá pelas sete e quinze da noite e já corrigi minhas perguntas. Fiz 49 acertos em 63 perguntas, o que parece ter sido bom, com o acréscimo ainda da redação, cujo tema era "Trabalho Infantil". Eu quis estrangular os fiscais quando vi o tema. Acontece que de quarta até sexta feira tivemos aqui a Feira do Conhecimento, e eu passei a noite da abertura discursando sobre o Trabalho Infantil, parte de Geografia… É a vida. Sobraram duas linhas na folha de redação, pelo menos valeu a pena ficar totalmente sem voz.
Pois bem, estava eu aqui, muito satisfeita com o meu resultado, até fui contar pra um professor de física meu, que eu carinhosamente chamo de primo, o Thiago. E ele vem e me diz que pro segundo colegial tá bom mas vou ter que melhorar ano que vem! Ele me deixou no chão! Murchou toda a minha felicidade… Puta estraga prazeres, esse meu pseudo-primo… O pior é que ele esá certo! Passando para porcentagem temos 77,7%… Não é tanto assim!
Só de pensar em não ser admitida no vestibular, seja neste ou no ano que vem, eu me sinto horrível… A minha idéia é fazer Letras-Tradução na UNESP, mas é difícil, e o curso é novo… Agora, a filosofia me ajudou em uma coisa nesse ENEM: uma pergunta foi sobre o pensamento de Darwin, imaginem. E eu acertei. Apenas tenham na cabeça: seleção natural, os melhores sobrevivem, e pronto.
Agora eu descubro que tem prova de Biologia amanhã. Depois de ter acertado a pergunta dos proto-qualquer coisa, eu não estudo MESMO.
O caso é, estou quase terminando "O Dia do Curinga", finalmente. Algo me entristeceu: o modo como tudo se encaixa, de maneira até pouco verossímil. Mas a parte filosófica mesmo, bruta, é muito envolvente. O tipo da coisa que você lê e fica pensando antes de dormir. Porque muitas vezes eu me pego olhando para qualquer coisa, e me ocorre… Eu estou viva… Isso É a realidade… O mundo é bonito do modo como nasceu… Não tem muito mais coisas que sejam capazes de me fascinar do que uma boa paisagem florestal. Adoro verde… Por isso sou uma ativista do Greenpeace… Se eles tiverem algum projeto ao meu alcance, eu participo, mas não sou afiliada. Quando eu trabalhar e tiver meu salário, serei. Tem coisas cuja proteção não se deve discutir, entendem, e uma delas é a natureza. É a minha única relação com espiritualidade no momento, porque eu não tenho religião – abandonei a católica, na qual cresci – mas ficar um bom tempo com o olhar parado nos contornos de uma folhinha tem algo que eu não sei explicar. E sabe, eu gosto de viver, pra ver isso. Não para ver pessoas, para me sentir querida. É engraçado que reparar no mundo à nossa volta seja tão bom.
Nããããão, não que eu ache que isso é felicidade. Acho que essa é uma palavra tão contraditória quanto a palavra "normal", cujo sentido eu ainda não descobri. Mas é um momento quase… de paz, não sei. Algo que eu lamento ter que interromper.
Vou deixar por aqui dessa vez. Mas por favor, me lembrem de falar sobre essa coisa de normalidade, da próxima vez, ok?
 
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