Semana comportada

Sim, sim. Semana passada foi incrível, não é segredo para ninguém. Eu fui pra Tambaú mesmo! A Mayara me hospedou. Entrei para a família Xá (sou filha da Pancieri, e tenho três irmãs: a May, a Fê e a outra Amanda!), tomamos coisas inadequadas na rua… Guaraná, não deixa de ser, né meninas… E SIM, eu encontrei quem vocês estão pensando. Foi uma noite ótima, divertida ao cubo, como diria a May. Já contei a história dessa noite tantas vezes que nem consigo mais falar tudo de novo!
Filosofei muito pouco nestes últimos tempos, a felicidade me bloqueou. Passei uma semana muito fútil, baseada em lembranças e estudando pouco ou nada… Que vergonha. Mas foi uma sensação estranha a que eu experimentei: de segurança, de conforto. De tranquilidade também, e um pouco daquela calma por eu finalmente ter me adequado ao padrão geral. Lembram-se do padrão das amigas comprometidas?
Pelo amor de Merlin, eu não estou comprometida. Mas foi só a sensação. Como se tudo estivesse certo do jeito que está, e ao mesmo tempo, existisse um medo congelante que esse estado de graça passasse. Nunca experimentei tanta ansiedade quanto nesta semana, eu acho.
Mas passou.
Esse fim de semana fiquei quietinha, em casa, ouvindo a chuva lá fora e rindo de quem se aventurou a sair.
 
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Aparentemente HÁ esperança…

Foi exatamente a mesma coisa que eu escrevi na frase do meu MSN. Foi-se o tempo em que me perguntavam o motivo dos meus nicks, embora eles não tenham deixado de ser enigmáticos… Pelo menos eu acho.
Foi uma semana horrível. Eu não só presenciei um novo fracasso na recuperação de Física, como também percebi que dois caras que poderiam dar futuro arrumaram namoradas… Teve mais. Eu menstruei (não sou o tipo que tem vergonha disso…) e tive uma TPM depressiva. Não queria amigos, não queria pais, não queria nem mesmo homens. Para minha felicidade, em meio a uma terça feira que eu tinha tirado para assistir "A Place Called Notting Hill", o Lincoln, de Tambaú, me ligou. Eu já estava pensando que ele não me ligaria, ou como diz a Milena, apenas quisesse o meu número pra deixar na agenda fazendo monte. Mas não. Ele me perguntou o que haveria para se fazer na cidade, essas coisas.
Na sexta feira, eu estava muito desanimada de verdade. Ainda aconteceu um daqueles acidentes femininos envoldendo calças e absorventes, para colaborar com tudo. Entretanto, de noite a Pícara e o Juliano apareceram por aqui. Eles estão com alianças de prata e tudo, imaginem só. Conversar com eles me aliviou um pouco. Não gosto muito de como meus pais reagem a meus acessos de tristeza, mas paciência. Eles acham que eu tenho obrigação de ser feliz o tempo todo. Mas eu meio que andava me perguntando… Para quê porra eu sirvo?? Descobri que não sei tanto inglês quanto achava que sabia, descobri que por mais que eu estude não posso aprender Fisica, descobri que não escrevo tão bem nem tão genialmente quanto eu escrevia, digamos, ano passado. Parei de repente um gráfico de crescimento em capacidade de escrita. Estou estagnada!
De qualquer forma. O Lincoln disse que ligaria no sábado pra dizer se vinha ou não. Tinha medo que ele não ligasse, mais uma vez. Afinal, não é´à toa que tenho uma comunidade no orkut, "Sempre algo dá errado." Sou uma pessimista crônica, fazer o quê.
Teve um desfile "de moda" aqui em Palmeiras. Eu estava ansiosa para ir para ver a Nádia desfilando, eu não podia perder aquilo. Mal posso esperar para falar com ela amanhã… Ela estava linda, com certeza. Até falei com o New, namorado dela… Haa ele se deu bem 😀
Suicida eu publicar isso em blog, mas o Lincoln foi mesmo legal comigo. Mais detalhes, só para os amigos. Quem sabe eu vá para lá semana que vem.
 
Chega de historinhas de hormônios. Filosofia de hoje.
Essa TMP depressiva que eu tive é mesmo algo a ser analisado, sabem. Eu fiquei me sentindo nada. Senti que eu deveria me afastar dos meus amigos e parar de empatar a vida deles. Estava me sentindo mais gorda, como se a academia não estivesse mais adiantando, e ainda com todas as amigas namorando – agora até a Milena tem seus rolinhos! E eu sentia que ninguém me conhecia, já que nem eu mesma me conhecia. Sabe aquela perguntinha clássica, WHO AM I? Sou um ser humano aqui no planeta Terra, não sou nada, vou morrer, não vou conseguir nada que eu quero. É tão asqueroso esse desejo humano de ser eterno! Por que temos tanto medo do tempo? Ele engole tudo, ou pelo menos quase tudo. E tem mais. O que significa ser um humano? Um exemplar patético de uma raça que também será engolida pelo tempo, um dia.

Limbo

Estou me sentindo tão ruim. Não sei explicar, e nem conseguiria se tentasse. Talvez seja pelo amontoado. Talvez seja a tosse que não me deixa dormir há três dias, talvez o bolo que eu levei da Milena ontem, que me deixou esperando por meia hora na rua ontem antes que eu decidisse voltar para casa… Mas, principalmente, tudo está baseado na sensação que a gente tem quando descobre que não pode mais se apoiar nos mesmos valores de antes. Quando você vê que traição é uma coisa mais presente do que você imagina na sua vida. Não acontece apenas entre amigos, entre namorados.

E ontem à noite só me restou ficar na internet, lamentando a minha sorte e sem ninguém decente para conversar… Pobre Keitaro, e pobre primo Thomaz, os dois ficaram ouvindo tanta merda… Eu queria que todos que eu conheço lessem o que eu escrevo aqui. O porquê eu não sei, mas eu queria.

Estava assistindo O.C. no sbt hoje cedo. Adoro aquilo, sabem. E eu estou me sentindo como se de repente eu fosse um personagem de lá. Meus pais são o Sandy e a Kirsten, tenho uma amiga Summer, conheço várias Marissas, conheço à distância uns Ryans… Mas eu não sou a Lindsey, não sou a Julie, nenhum deles. É como se eu convivesse numa história que não é a minha.