Anne Frank

Hoje não é dia dos namorados. Não é o dia de Itália x Gana.
Hoje, Anne Frank faria 77 anos.
Ela era uma menina judia, que nasceu em 1929, em Frankfurt. Os pais dela eram Otto Frank e Edith Holländer, e ela tinha uma irmã mais velha, Margot.
Desde quando a Segunda Guerra Mundial começou, em 1939, Hitler começou a baixar decreto após decreto, a fim de limitar os judeus até onde seria possível. Anne tinha doze anos e não podia andar de bicicleta. Não podia participar de eventos públicos, tinha que usar uma estrela amarela de seis pontas no ombro, não podia pegar bondes nem entrar em lojas de cristãos.
Quando os judeus começaram a desaparecer em trens sem volta para campos de concentração, seu pai e sua mãe resolveram se esconder. Espalharam um boato sobre terem fugido para a Suíça – neutra à guerra, na época – e se enfiaram no Anexo Secreto, um andar e mais alguns quartos atrás de um fundo falso de parede, oculto atrás de um armário.
Ali ela ficou escondida, sem poder fazer barulho em pleno começar da adolescência, apenas escrevendo no diário e estudando,  para não estar atrasada quando pudesse voltar para a escola, depois da guerra. Ela ouvia as explosões toda a noite, e pegava no sono com um velho dentista aposentado roncando e fungando, deitada em uma poltrona esticada por duas cadeiras, em cima e embaixo.
Em agosto de 1944, ela foi denunciada. A SS arrombou o esconderijo, revirou tudo – inclusive as páginas de seu diário, embora não as tenha dado a devida atenção – e a família foi separada. Todos tomaram o trem para Auschwitz. Lá ficou Otto Frank, que foi o único a sobreviver. Edith ficou com as mulheres, onde acabou morrendo, louca. Ela continuou guardando o único pão que recebia por dia para dar de comer às duas filhas que adoeciam em serviço, longe dali, em Bergen Belsen. Ela morreu de inanição, porque se recusou a comer pelo bem das meninas.
Anne e Margot estiveram em Bergen Belsen, onde, debilitada e frágil, Margot caiu da rede onde dormia e nunca mais se levantou. Dois meses depois, Anne morreu, de febre tifóide.
 
Imaginem o que ela poderia ter feito; Anne queria ser escritora ou jornalista. Escreveu sobre filosofia tendo 14 anos, no conto inacabado "A Vida de Cady". Escreveu contos e ensaios, que chegaram até nós graças àqueles que os protegiam.
O nazismo cortou essa história pela metade, assim como com outras seis milhões de histórias e caminhos que nunca chegaram até nós. O nazismo acusava os judeus de ocuparem seus empregos, de infestar a Alemanha, e insistia na superioridade de uma raça humana, a ariana. Ele dizia que pessoas brancas, sem miscigenação, eram superiores a gente como negros, judeus, comunistas, sul-americanos e etc.
Observação: os judeus são a etnia mais pura da face da Terra. São os que menos se misturam.
Observação 2: Hitler próprio não era ariano.
Observação 3: O nazismo tem adeptos até hoje, inclusive no Brasil.
Não me pergunte no quê isso poderia se fundamentar, porque eu não entendo.
 
De novo: não fosse Hitler, poderíamos ter lido os romances de Anne Frank. Ela poderia estar comemorando 77 anos hoje.
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7 opiniões sobre “Anne Frank

  1. Eu ainda não li Anne Frank, mas acho que tenho a obrigação de fazê-lo. Assim q tiver oportunidade eu vou ler. ^^
    Roubei teu texto e em breve estará no meu blog!
    Bjus de Ninguém!

  2. Olá! Realmente, vc fez mto bem em nos lembrar disso… sim, ainda há nazistas, é por isso q eu tenho "nazismo" na minha hate list… E agora q a Copa é na Alemanha, né? Hitler era louco, um lunático, mas veja como mesmo o mais nojento, o mais puído, o mais imundo, o mais ímpio dos seres é capaz d um gesto útil: se matou, fazendo assim o q d melhor poderia fazer à humanidade. Deveríamos comemorar morbidamente a data do suicídio, lembrando d c/ o mundo está melhor s/ ele. Nojento, imundo, assassino… bem, vc já sabe. Outras famílias judias tiveram finais tão ruins qto o da família d Anne Frank… rezemos por eles.
     bjos mórbidos

  3. oi amanda, to passando pra fla q eu criei um space tb, se vc puder dar uma olhadinha…eu te linkei no meu, pode??, enfim, é isso, gostei do seu space, mas ainda to encasquetado com esse nome de biboca (hahaha) bjos, té mais…

  4. Não preciso dizer novamente q amei esse seu texto, né? heheheheheBom, não fui pra parada não, fui uma semana antes, mas fui embora antes, tinha muitas provas pra fazer e relatórios pra entregar aqui em CG ainda… Uma pena, estive a um suspiro da Parada Gay! hehehehe Mas SP já estava abarrotada de gays d todo brasil, muito interessante, nunca tinha visto aquela cidade daquele jeito. Até o comércio estava todo à caráter, boutiques, lojas de departamentos, bares, restaurantes, cinemas, tudo. Bom, pelo menos na área q fiquei, q é ali na Consolação, na Paulista mesmo e Frei Caneca, onde têm mais gays. Mesmo assim axo q não dá pra ter idéia d como é a Parada, segundo os jornais foram entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas em média… Muito provavelmente, os números foram maiores, mas "eles" nunca admitiriam um movimento tão significativo como esse, seria muita força política e social. Mas um dia participo disso tudo e qro vc lá comigo! heheheheBjão linda!

  5. amanda! eu qeria tanto ler o diario da anne! haha deve ser legal o livro, entao eu li tudo acredita?? bom, passei pra mata a saudade daqui da sua biboca e falar PARABENSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS porque vc vai escrever pro jornal da cidade aos 17 anos, com 30 estava escrevendo ond?? calçada da fama? certeza! haha
    bom é isso, fikei feliz que vc falou de mim no post aki em baixo!!!! haha feliz mesmo, piiooor que eu viajo mesmo com essa de geo viu, hj na escola o prof mostrando negocio de guerra do paraguei e eu estava olhando as massar de ar que tinham no mapa, nuss muito legal…e vc que fika filosofando o tempo todo e nem qero pensar no que! haha é isso, acho que vc tem muito pra ler aki nesse coments!
    bjom pra vccc! 🙂
     

  6. Eu não li Anne Frank mas conheço a história e vou ler assim que for possível. Ai, a história dela é tão triste… gente, pelo amor de Deus, ninguém merece esses grupos de preconceito e extermínio! Amanda, seu texto ficou lindo mesmo, adorei.

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