Gomeeeeenassai!

Vou atualizar duas vezes no mesmo dia?
SIIIIM!
 
Eu explico. Estou meio… cansada de mim mesma. Estou com saudade de quem eu era há uns tempos… Estou sentindo falta da fome de leitura que eu tinha, e percebo como hoje ler dez páginas seguidas é muito, a não ser com raras exceções…
 
Terminei de ler Quincas Borba, finalmente. É o primeiro livro de vestibular que eu leio na vida! Não gostei muito pra confessar, fiquei triste com o destino do cachorro, que era o meu personagem favorito na coisa toda. Mas afinal, estamos falando do Machadão, não é como se eu não soubesse que ele ia fazer isso mesmo…
 
Eu ia tirar essa semana pra fazer coisas minhas. Pra escrever a fic que a Lucy me pediu… Pra ficar dormindo bastante… Pra ler mais ainda…
 
Eu deveria ter vendido a rifa de férias. Vinte números! Mas eu honestamente perdi toda a coragem. Já vendi rifa uma vez… E amola muito ficar abusando das pessoas…
 
Voltei a treinar karatê. Ao menos uma promessa cumprida! A parte mais engraçada é aquela na qual eu não consigo andar no dia seguinte… Tem tanto ácido lático ocupando espaço por aqui que acho que ganhei peso, ao invés de perder…
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Perdi a conta…

Tudo bem, obrigado

 

As reações são diversas. “Não há nenhuma anormalidade.” “Está tudo sob controle”. “Não sei, isso tem a ver com política.” A saúde, a segurança, a educação… Tudo tem a ver com política. E quem não tem medo da política, não o tem porque nada sabe dela. A política assusta porque nada é o que parece. Porque ela sempre está envolvida por várias outras razões obtusas que mantém o bem estar de gente graúda que não move um dedo pelo coletivo.

Estou longe de ser a primeira a falar disso, mas de repente o povo se percebeu preso naquela teoria cínica da “sociabilização das perdas”. Explico: isso aconteceu quando o Brasil produziu tanto café que o preço caiu, o consumo caiu, e ficou tanto café em estoque que ninguém sabia o que fazer. Foi quando o governo decidiu que compraria o excedente da produção. Com dinheiro público, logicamente.

Ou seja: na prática, a grande massa está sempre pagando por uma minoria majoritária. Pelos políticos desviadores de dinheiro, pelos criminosos organizados, por qualquer um que não seja a própria massa.

Muito bem, todos sabemos que é ano de eleições para presidente, governador e etc. Ninguém quer passar uma imagem frágil. Nem Cláudio Lembo, nem Lula, enfim. Mas é esse mito brasileiro que prega a perfeição do homem público a atrapalhar o eleitor no momento da escolha. Quem falou que o líder não pode cometer falhas? A colunista foi, sim, informada de que todos os problemas que o estado de São Paulo enfrentou contra o crime organizado não eram de fato problemas da Polícia Federal; foi informada também que foi um mero oferecimento.

Nem houve tantos mortos, não é? Mas pensando melhor, faz alguma diferença quantos civis podem morrer nas mãos dos criminosos? Se somos todos iguais diante da lei, o direito à salvação é o mesmo para o civil morto de número dez e para o de número mil, não é? É da vida da população que se estava falando, se não me engano. É da sensação de insegurança e de medo, mesmo em cidades que não enfrentaram o perigo de verdade, como aconteceu aqui em Santa Cruz das Palmeiras. As escolas e o comércio fecharam no meio da tarde, ninguém saiu à rua e vejam bem, isso nem era necessário. De acordo com membros responsáveis.

Sempre há um culpado a apontar. Sempre há culpados. Mais de um, na maioria das vezes. Nem tudo que deve ser dito chega a ser publicado; nem tudo que a população tem que saber, ela sabe. A máquina pública segue sem falhas… Tudo no mais perfeito rigor… A luta contra o crime organizado agora virou um combate da polícia contra um estado alternativo, nós vimos nos jornais, não faz muito tempo. Lisonjeiro demais para com os criminosos, não concordam?

Os cidadãos de Santa Cruz das Palmeiras estão acostumados demais a uma vida sem sustos. Às vezes parece que vivemos em outro país. A impressão passada é que não nos enxergamos de verdade como parte do Brasil… Mas nós somos. E podemos exigir sim uma vida longe das mensalidades dos seguros de carro, casa, vida… Longe dos seguros de consciência.

Testes

I took this quiz
at eSPIN-the-Bottle:
Which Sexy Are You?
and here’s what I got:
Cool Sexy
Take this quiz yourself.
I took this quiz
at eSPIN-the-Bottle:
How Will You Die?
and here’s what I got:
Really Bad Shrimp
Take this quiz yourself.
I took this quiz
at eSPIN-the-Bottle:
What’s Your Flirt Style?
and here’s what I got:
Jokester-Trickster
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at eSPIN-the-Bottle:
What’s Your Mental Age?
and here’s what I got:
Infant
Take this quiz yourself.

I took this quiz
at eSPIN-the-Bottle:
Where Will You Be In 10 Years?
and here’s what I got:
Married With 8 Kids
Take this quiz yourself.
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at eSPIN-the-Bottle:
What’s Wrong With You?
and here’s what I got:
Too Friendly
Take this quiz yourself.

MNI

Olá!
Eu tenho que pedir desculpas por ter vindo aqui tão pouco. Afinal de contas, foi difícil manter um blog durante esse tempo, e agora que ele se tornou um hábito, eu queria ser fiel a ele.
 
O caso é, eu criei outro blog e passei a postar o dia todo em outro fórum, e por isso não escrevi quase nada. O fórum em questão é o Mugglenet Interactive, um dos hospedados no Mugglenet. Ontem eu atingi 1000 posts, o que nunca aconteceu comigo – em fórum nenhum. O máximo a que eu cheguei, nos meus tempos de vício pelo Beco Diagonal, foram uns 800.
 
Detalhe, os 1000 – hoje 1100 – posts são em inglês. É simplesmente viciante! Essa coisa de RP (role play), na qual você inventa um personagem e uma vida para ele e vai interagindo é mais viciante ainda. Agora eu entendi porque as pessoas costumavam ter medo de jogadores de RPG. Tenho uma noção vaga…
 
Por isso, a única coisa que eu escrevi essa semana foram duas páginas – a mão – de uma shortfic que eu resolvi escrever para um desafio do meu club James/Lily desse mesmo fórum – o Good Love Never Dies. O tema é retratar Lily, seja em fic ou art. Como eu não sei desenhar, o jeito foi mesmo escrever. Mas fic em inglês? Ah, minha nossa, como isso é difícil. Não sei se chego até o fim… Mas pelo menos estou tentando.
 
Isso significa: nada de novo para Como eu Vejo. Tenho uns rabiscos do capítulo treze. Estou contando com a clássica inspiração do sábado à tarde para deslanchar escrevendo. Tomara!
 
E a próxima coluna eu não vou publicar, pelo simples motivo de ser uma colcha de retalhos de um texto que eu escrevi originalmente para este blog. Logo…
 
E o link para o meu blog novo – na verdade, meu LiveJournal – está aí do lado, é só dar uma olhada. Obrigada!^^

Quarta coluna

O Direito do Mais Rápido

 

Chegou aos ouvidos da colunista mais uma novidade: a situação atual no nosso sistema de saúde. Os hospitais estariam cheios de dívidas e aqueles poucos afortunados, detentores de um plano de saúde, teriam privilégios ao chegarem a um hospital dito público.

Sorte de quem tem esse plano de saúde; quando não é realmente sério, vamos passear em Ribeirão Preto, vamos ler uma revista tranquilamente sob o ar condicionado, e depois, claro, dar uma passada no shopping… Porque ir para Ribeirão Preto sem ir ao shopping não é realmente ir até lá, não é verdade?

Agora, quando seu filho tosse a noite toda… Quando a mulher tem palpitações e ninguém sabe bem o que está acontecendo… Acorda-se de madrugada e exige-se atendimento imediato. Quem está na fila há horas, cansado e aborrecido, fica observando os sortudos e reclama com os parentes: como o mundo é injusto… Quem tem dinheiro sempre acaba sendo passado na frente, não adianta…

A verdade não é tão simples e típica de um filme da Globo. O SUS (Sistema Único de Saúde, que é mesmo a única alternativa de quem não pode arcar com um plano) funciona de uma maneira na boca dos políticos, e de outra na hora de pagar as contas ao fim do mês. Os temidos e poderosos residentes de Brasília é que dizem quem é atendido, e quem não é. Parece absurdo, não é? E não pense que ligam do hospital para eles toda a noite, perguntando se fulano pode ou não ser internado no leito comum. Eles simples e cinicamente mandam uma quantidade limite de internações e atendimentos gratuitos por mês, sempre tristemente longe da real necessidade, por lei. Não há padre nem papa que diga o contrário, a não ser que homens tão santos queiram arcar com as despesas adicionais. A culpa, logo, não é de quem atende se o dono do plano vai à frente.

O governo (ressalte-se: o governo eleito pelo povo) determina em suas leis que um paciente de pneumonia – veja bem, pneumonia; todos sabem que não é uma doença qualquer – tem direito a apenas cinco dias de internação gratuitos, pagos pelo SUS. Alguém aí conhece alguém que tenha se curado em cinco dias de pneumonia?

É cínico? Sim, muito cínico. É revoltante? Mais ainda. Há como passar por cima? Bem, não. Em casos extremos, que se há de fazer? O paciente fica lá, sendo tratado. Ao final do mês, alguém tem que pagar pela “mordomia”.  E os funcionários, com paciência, esperam por um, dois meses que o seu salário dê as caras…

Não é só o Estado de São Paulo que libera verba para os hospitais de Santa Cruz das Palmeiras, isso lá é verdade; consta nos autos também o dever do município para com a saúde. Mas o município teria como cobrir o déficit de uma diária de internação que custa trinta e dois reais, sendo que o governo estadual liberou sete reais para essa mesma diária?

Política é um assunto melindroso; sempre se mexe com os interesses de alguém ao falar dela, e pior: como os estabelecimentos de saúde podem reclamar, se precisam de cada centavo que entra em caixa? Os titulares de planos preferem passear em Ribeirão a colaborar e utilizar as instalações reformadas daqui. E quem é pobre e vai ficar doente, fique logo; senão as 180 internações desse mês terminam e não importará quantos impostos se pague, não haverá solução…

 

 

 

–> Essa aqui é a mais perigosa que eu já escrevi até agora. Se eu deixar de postar, como eu disse à Melissa, podem ter certeza, foi queima de arquivo…

Terceira coluna

Estudar como?

 

Os franceses não são conhecidos pela sua educação, nós todos sabemos disso. Eles gostam de se afirmar e ridicularizar com especial crueldade o Brasil, ainda mais depois de vencerem a nossa seleção, de novo, no sábado passado. O autor do gol, Therry Henry, fez questão de chamar 180 milhões de pessoas de ignorantes. De acordo com ele, o tempo que eles gastam estudando na França é justamente o tempo que se gasta jogando futebol por aqui; sendo assim, não é de se surpreender que a nossa seleção seja tão temida. Em 2002, ele perdeu outra boa oportunidade de permanecer calado e disse que o Brasil era um time decadente (sendo que a própria seleção era tão boa que nem chegou a passar da primeira fase na época).

Eu sempre reclamo que os jogadores de futebol nunca dizem nada de interessante nas entrevistas, e afinal começo a descobrir o motivo. Se for para abrir a boca, que seja dito algo pensado! O que mais dói é ver como as pessoas concordam com a afirmação dele. Mas não, senhores, Thierry Henry NÃO está certo!

Quando não se tem o que comer, quando a fome é maior do que o desejo de comprar um caderno, é claro que fica difícil estudar. Quando se mora em um país no qual é necessário pagar duas escolas para que o seu filho tenha uma educação satisfatória – os impostos do ensino público e a mensalidade do colégio particular –, com o perigo também de estar se pagando apenas por um diploma, e não por um aprendizado, chega o momento de perguntar, quem tem culpa se o brasileiro não estuda?

Francamente! O nosso próprio presidente é tudo, menos estudado. O povo nunca aclamou pessoas conhecidas pelo seu nível de estudo – ele aparenta gostar mais de quem se dá bem sem o esforço de estudar… É toda uma troca de valores e de interesses. O ensino público nem mesmo ilude seus alunos, dizendo que eles poderiam sim conseguir entrar em uma faculdade pública. Se perguntados, eles não têm esperança de verdade. Acabam denunciando um desejo de conseguir um curso superior… Mas sabem que, lidando com professores que cochilam em aula, sentam-se à mesa e lixam as unhas, apenas para cumprir tempo, as suas chances são praticamente nulas.

Não digo que é impossível; mas não é provável, assumamos. O vestibular é cruel com qualquer aluno; no ano passado mesmo, a Fuvest foi acusada de cobrar conteúdo superior em Geografia e mesmo em uma pergunta que envolvia a leitura de “Dom Quixote de La Mancha”, que não é passado em qualquer Ensino Médio do país.

É muito fácil nascer e crescer na França, dona de um dos maiores índices de desenvolvimento do mundo, ter seu ensino público de qualidade e entrar para a seleção de futebol do país, para depois apontar o dedo para um povo tão judiado quanto o nosso e nos acusar de não estudar. Com uma afirmação como essa, ele só demonstra uma ignorância maior do que a dos analfabetos, que pelo menos têm o benefício da humildade.

Quando eu imaginei que sonharia com otimismo?

Talvez tenha sido o seu comentário, Lílian, talvez tenham sido outras coisas, mas eu não percebi esse surto otimista que andou passando por cima de mim ultimamente. Todas as flutuações nos meus ideais, até hoje, eu encarei como evoluções, porque sempre se considera um ideal melhor que o anterior.
Mas será uma viagem acreditar na melhora? Mesmo depois de ver a podridão até o fundo? Mesmo depois de saber o quão ruins as pessoas podem ser, podem se tornar e enfim? Eu já fui pessimista, e das brabas
Um dos traços que eu mais admirava no cara que eu mais gostei na vida era isso: ele tinha um passado horroroso, que não dependia dele mas que ao mesmo tempo tinha muito a ver com ele, tinha tudo pra dar errado, tinha tudo pra não ser ninguém e pra não ter nada que a gente busca todos os dias, mas eu nunca o vi triste. Às vezes eu penso que era por isso que eu gostava tanto dele. É engraçado dizer isso, mas antes de gostar dele eu não o achava bonito. Nem inteligente, nem nada de bom. Eu era, dá pra dizer, extremamente pessimista. E a princípio, quando eu percebi que ele nunca ficaria comigo, me tornei mais pessimista ainda, e comecei a ver coisas horríveis nos pequenos gestos das pessoas. Uma coisa meio Machado de Assis, sabem? Aquela baboseira de "não se faz nada de bom para alguém sem querer algo em troca"? Pois então. Sem falar da minha auto estima, que também não colaborava.
Eu me concentrava demais em sentir isso aí que você falou, Lílian: cansaço. Eu estava bem naquele espírito Pink de ser… "I wanna be somebody else". Eu queria viver em outro mundo, onde as pessoas fossem decentes, onde elas agissem de maneira tão nobre quanto eu lia nos meus livros. Dois anos se passaram desde aquela época e eu ainda tenho uma sensação de nostalgia quando me lembro daqueles dias, embora eu saiba perfeitamente que a quantidade de sofrimento que eu encarei naquela época não é nada saudável pra ninguém. Eu tinha quinze anos e poderia ter me tornado uma dessas menininhas felizes que IsCrEvEm AxIm, vai saber. E não estaria preocupada com intelecto, nem nada.
Tudo era horrível e nada servia de consolo. Foram fics, foram livros, foram filmes, nos quais eu tentava escrever uma realidade diferente. Ninguém disse que eu preciso ficar presa à realidade… Querendo, você faz os fatos que bem entender. 1984 tá aí pra não me deixar mentir.
O tempo passou, eu deixei de ver esse cara, mas sem esquecer dele nunca. Nem do modo como ele lidava com a vida… Ainda lida, né, ele não morreu…
E afinal, eu entendi que eu não estou na Terra Média. Eu não estou em nenhum dos mundos em que eu queria. Mas será que o mundo no qual eu nasci e ao qual eu pertenço é tão ruim assim? Será que não tem nada mesmo a ser salvo?
Quando eu falo com otimismo, quando eu publico essas colunas bobinhas e curtas cheias de uma poesia em coisas que parecem me rir pelas costas, eu sempre parto do princípio de que o mundo tem solução. A lei não funciona por defeito das pessoas. O mundo não funciona por defeito das pessoas. Mas não é necessário destruir a espécie humana para que nós tenhamos esperança! Ao contrário, isso envolve esforço dos próprios humanos, para fazer merecer a vida que lhes foi dada.
Por isso, apesar de simpatizar, eu não aprovo o pensamento que os autores da segunda fase romântica tinham da vida. Eles viviam de embriaguez e reclamando da existência que lhes tinha sido dada; mas nunca fizeram nada que a mudasse. Tanto que a terceira geração já apareceu com um foco diferente: ela se cansou de reclamar da vida, e voltou-se para mudá-la. Eles queriam abolir a escravatura, queriam mais atenção para o social, enfim.
Eu considero hoje o otimismo como sendo o resultado do pessimismo em excesso. Está ruim? Está. Mudemos então! Não importa se os outros não vão colaborar. Não importa se vai dar errado no fim – porque sempre dá. Mas nós conseguiremos ficar aqui sentados e ver enquanto tudo desmorona, sem fazer nada? Como no livro 6: Dumbledore pede a Harry que esqueça a profecia, que esqueça que ele é predestinado a lutar contra Voldemort, e depois lhe pergunta o que ele faria com relação a ele; e Harry responde que ainda assim ia querer lutar.