Tudo que é sólido pode derreter

Faz tempo que eu conheço essa série, mas só hoje fui lembrar de postar!

“Tudo que é sólido pode derreter” é uma série baseada no curta metragem do mesmo diretor e com o mesmo título, com a protagonista Thereza (o nome da minha vó <3), uma menina de colégio e dos amigos dela. Algumas obras muito importantes das literaturas brasileira e portuguesa são abordadas de uma maneira muito coesa com os fatos do episódio. A protagonista está sempre se questionando e tendo uns insights de imaginação dignos de Lucas Silva e Silva. O que é mais bonito é que ela vê e conversa frequentemente com o tio, um diretor de cinema que morre ainda na história que está no curta metragem, mas isso é tratado com muita delicadeza, sem dramas, sem exageros.

A história é simples, mas conquista pela qualidade e pelo tanto que os personagens parecem reais. Não são adultos de 25 anos interpretando colegiais, igual na Malhação ou em séries internacionais. São adolescentes fazendo adolescentes, vestidos como adolescentes. Thereza não é melhor do que seus amigos, é parte de uma turma. Acho a coisa toda muito bonita e aconselho pra pessoas que mexem com literatura no ensino médio, ou que dão aulas de literatura de maneira geral:

Todos os episódios estão no youtube, mas fragmentados. Eu assisti no próprio site da série, Tudo que é Sólido Pode Derreter. Lá tem informações sobre os atores, sobre os episódios, e toda a trilha sonora, que é uma gracinha, principalmente a música de abertura. Muito recomendado.

Mandei e-mail para a equipe perguntando sobre a possibilidade de uma segunda temporada, mas apesar de confirmarem a possibilidade, não existe nada certo. Assistam! Ou vocês podem ter a paciência de ver na TV Cultura, onde eu descobri a série, de domingo à uma e meia da tarde, ou de segunda às seis da tarde. =]

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2 opiniões sobre “Tudo que é sólido pode derreter

  1. Ah, eu assisti isso um dia desses, a obra em questão no episódio era o “Auto da barca do inferno”. Achei super interessantes os questionamentos da Thereza, e também a maneira como ela enxerga o mundo e as pessoas. Lembro que fiquei impressionada com o jeito como ela descreveu a mãe dela, baseando-se em detalhes, do tipo “minha mãe pica tudo quadradinho, nunca em rodelas”. Muito legal.

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