Sobre a faxina semestral

Gentem, socorro. Faz dois dias que eu cheguei em BH e que dia que eu fui animar de desfazer a mala? Hoje, Brasil!

E ainda por cima, só porque a moradia estava (de novo) sem energia elétrica. Depois de ler e fazer tarefa de italiano, só o que restava era o fato de que eu estava indo pro campus só pra não ficar nessa sujeira… Aiai. Foi bom também porque eu vi mais do que gostaria de ter visto na minha desnecessária incursão pelo campus de hoje, comi um McDonald’s e vim faxinar. [/clichê]

Eu sempre acredito nas faxinas como uma espécie de conquista do espaço. Na primeira vez em que vim pra moradia, trazendo todas as minhas coisas pra me mudar, abri a porta do meu novo quarto e encarei o vazio imundo. Limpei chão, prateleiras, armário, etc… E quando você termina uma faxina, parece que algo em você também está mais limpo; parece, ao mesmo tempo, que você conquistou aquele espaço, marcou-o com a sua presença, e agora pode se instalar. Não sei explicar bem essa sensação.

Ontem, fui ajudar na mudança do pessoal do Projeto D pra uma casa nova, (assistam!) e tive uma sensação parecida. Limpar, encerar, passar pano, vassoura, espirrar, esfregar paredes com vassoura… Tem limpezas que possuem um quê de auto limpeza também. No caso dos meus amigos, é o que a gente chama de fresh new start – sensação de casa nova, de prováveis festas… Limpar meu quarto no começo do semestre sempre me faz sentir melhor sobre o que está por vir, e também a pensar que apesar das merdas que algumas pessoas fazem comigo, eu continuo de pé. =]

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