Sobre como eu virei antagonista da maconha

Eu sempre tive um histórico de certa indiferença a drogas ilícitas. Sou asmática, o que exclui a maioria das coisas de fumar, principalmente o cigarro comum. Gosto de beber coisas alcoólicas, especialmente cerveja, que na minha opinião é sinceramente saborosa e estimula conversas em mesas de buteco por aí.

Desde que entrei na faculdade, vi que muitos dos meus amigos fumam/fumavam maconha. E também descobri que ela tem muito mais apelidos e nomes do que é realmente necessário. Vai ser o nome maconha tem alguma carga negativa que faz eles se sentirem culpados. Aí tem jonfa, craw(não sei bem a grafia desse), umzinho, beck, ad infinitum. Pois bem, isso nunca fez muita diferença na minha vida. Não costumava condenar ninguém que fumasse maconha, seguindo o maravilhoso princípio “a vida é sua e com ela você faz o que quiser”. Sempre vi drogas e qualquer outro “desvio” de comportamento como um problema apenas quando isso prejudica a vida das pessoas. Sempre costumei até simpatizar com o cheiro e tal, e ainda na filosofia do se vira, eu sempre apoiei a legalização das drogas.

Bom, essa minha última opinião não mudou. Quer matar seus neurônios? Antes os seus que os meus, sabe? Pois é.

Fato é que acabou que eu nunca formei opinião sobre a mais popular droga entre os universitários, porque ela nunca tinha me afetado, até o dia em que me afetou. Começou no dia em que eu finalmente me dispus a provar a coisa, porque acho que certas experiências são que nem 3D: não dá pra falar mal de você não deu a cara a tapa, foi lá no cinema e colocou os óculos. Foi numa festa aí, os detalhes pra onde eu quero chegar aqui são irrelevantes. Problema que surgiu: falta de memória. EU NÃO CURTO PERDER MEMÓRIA. Não curto ficar no piloto automático. Gosto muito das minhas sinapses pra abrir mão delas só pra sentir minhas pernas mais leves, sentir o mundo mais engraçado quando ele não é. Não porque eu não confie nas coisas que eu posso fazer quando eu estou no piloto automático, mas porque eu NÃO gosto mesmo. Como é que a gente fala o motivo de um gosto? Não curto e ponto, eu libero endorfinas quando estou no controle – e estar no controle das ações do meu próprio corpo é legal e eu gosto. Resolvi que não provaria mais e no fim do estágio um achei que já tinha minha linda opinião meia boca formada sobre maconha.

Eu estava enganada. O meu sentimento se tornou antagonismo declarado num dia em que eu ia sair com uns amigos. Eles disseram assim: nós vamos ali fumar um e depois a gente vai lá. E eu: beleza, espero aqui, porque não gosto de ficar junto com vocês fumando. OK, lá foram eles, eu fiquei vendo bobagens no youtube.

Quarenta minutos se passaram, não tinha mais criatividade que me ajudasse a achar coisas na internet pra ver. Até pro FailBlog eu já tinha apelado. Sendo assim, peguei minha mochilinha, dei uma espiada, e lá estavam eles, ainda com jeito de que o “um” não estava nem perto de acabar. Fui embora. Fiquei puta dum tanto sem tamanho, mas não disse nada – porque o que eu teria pra dizer? Eu detesto DR de amizade ainda mais do que maconha. Mas observei que esse comportamento era na verdade um padrão, eu é que nunca tinha me dado conta. Tinha sempre o “um” antes da aula, no intervalo… e sei lá quantas vezes. Das outras vezes que me chamaram pra sair depois do “beck” eu fui embora e depois só via como no final não virou nada, só a maconha mesmo.

E é por esse motivo totalmente pessoal e não-generalizável que eu detesto maconha. Acho um atraso de vida, sinceramente, e ressalto, como eu gosto muito das minhas sinapses, não gosto da lerdeza subsequente à maconha. É algo que tem ficar sendo feito às escondidas, na graminha; não dá pra tentar na mesa do Cabral e acender um cigarro de maconha. E mesmo que desse, a pessoa estaria ocupada demais pra conversar. Também detesto o modo como os olhos ficam vermelhos. Detesto como o pessoal que fuma age como se tivessem uma visão mais clara do mundo do que quem não fuma, como se a onda trouxesse insights maravilhosos sobre a condição humana. Como se eu fosse quadrada ou reprimida por não gostar.

Esse post é mais difícil de postar do que quase todos os outros, porque esses amigos que eu amo tanto devem ficar chateados. Essa opinião minha tá martelando há muito tempo e eu queria que eles – e qualquer um que fuma maconha – entendam que a ofensa não é pessoal. Não acho meus amigos X, Y e Z mais burros porque fumam maconha. Quero dizer que EU não gosto porque EU tenho essas impressões aqui especificadas. Às vezes, eu acredito que a gente tem que encarar as nossas opiniões. Não adianta se relacionar se for pra fingir que acha tudo bonito. Concordo quando o PC Siqueira fala das pessoas que se ofendem quando você fala mal de alguma coisa, porque elas entendem essa coisa como sua identidade. Galera, isso não existe. Eu amo cada um dos meus amigos pelas pessoas que são. E por mais honesta que eu tente ser comigo mesma e com as pessoas à minha volta, não posso esquecer que posso estar errada, a qualquer momento.

Bom, é isso.

Pra descontrair, esse papo todo me fez lembrar da Punky, A Levada da Breca – cês lembram? Tinha aquele episódio que as Chiqueletes tentam convencer a Punky e a Kátia a fumar maconha, e termina naquela coisa brega de “Aprenda a dizer não”. Hhaahahaha. Momento nostalgia!!!

Anúncios

Nota sobre vazio

Eu twittei assim: Luto: dona Hilda, a velhinha do outro lado da rua. Desses golpes que gritam na cara da gente: “Por que você ainda tá vivo, afinal?”

Depois de alguns meses, acho que aprendi a me expressar bem em 140 caracteres.

A ida da dona Hilda me fez perceber como eu meio que não existo mais pra muita gente, especialmente pros meus pais, por morar tão longe. Eu queria estar lá hoje, e amanhã, mas não vou estar. Assim como não estava quando foi a minha vó.

Ficou com cara de fim de capítulo, esse dia.

Como sustentar uma vida sem dignidade

Bom, esses dias eu percebi – mentira, foi ontem mesmo – que a minha vida é na verdade uma sucessão de coisas ridículas, que muitas vezes acontecem bem rápido. Por exemplo.

1.Ontem, por algum motivo, eu falei que sou um cara operado pra sala de inglês básico 1. E sim, tinha contexto. Prometo. A sala me apelidou de “pardalzin de igreja”, porque eu saio pulando pela aula.

2.Semana passada, uma centopéia do tamanho de um bonde surgiu no meu quarto. Eu dei um ataque menininha e fiquei sapateando tentando acertar o bicho, gritando histericamente. A Aline, que mora comigo, tá rindo até hoje.

3.Num continuum, eu stalkeio amores platônicos – mas disso quem lê o blog com frequência já sabe né. Lembram do C-C-C-Combo de Micos? Pois é. Eu já passei cantando “Fagocita meu amor, fagocita” perto dele sem tê-lo visto. Gritando. Dançando. Eu caí sentada na salinha de estagiários. A lista dessa categoria é longa. (Não conhece “Fagocita”? Assista!)

4.Eu disse pra mulher do caixa no Epa que o cartão Fácil não é negócio pra mim, porque pra compensar aquele desconto de dez centavos eu teria que viver até os 80, o que não vai acontecer – e aqui apontei pras minhas compras: requeijão de cheddar, cheddar, cheetos requeijão, macarrão…  – porque eu não vou chegar nem na metade.

5.Na primeira aula do meu intermediário 2 esse semestre, eu fiz um moonwalk from hell.

6. Essa foto realmente está no meu orkut.

7.Essa é em tempo real: baixei o primeiro CD das Chiquititas. Estou ouvindo, cantando alto – e liguei o “o que estou ouvindo no msn”. E o scroll do LastFM.

É.

UPDATE: Esqueci de uma das melhores histórias ever. Na festa da posse da nova diretoria da Letras, meus amigos e eu resolvemos tirar uma foto com o ex-diretor, Jacyntho. Enquanto fazia pose, ele comentou que não gosta de fotos porque se sente velho. Fiz uma pausa, tentei manter minha boca fechada, mas não deu. Eu tentei, prometo! “Mas… ó, Jacyntho… Uma gestão como vice reitor… Duas como diretor da FALE… Jovem não dá pra ser, né?”

Em tempo: hoje pesquei do corredor um irmão de uma aluna minha, DURANTE  a aula, e coloquei ele sentado na sala, dei o papel da música pra ele. Ele ficou sendo meu aluno durante 30 longos segundos. Esse vai ser o último update, porque senão nunca vai existir uma versão definitiva desse post.

Avatar e entretenimento

Antes de tudo, eu queria falar sobre a tamanha tentação que é não criar um vlog, seguindo o que eu fiz na semana passada. É cansativo, mas divertido. Enjoei de olhar pra minha cara durante as horas de edição, mas valeu pra ouvir a minha mãe dizer no telefone domingo: “Amaaaaaanda, você tá linda no youtube”. Hahaha. Mãe é uma coisa muito doida.

Mas o assunto de hoje: assisti Avatar, finalmente. Como o post não se chama “Comentário: Avatar”, só digo por cima que ele é estupidamente longo (duas horas e trinta e cinco minutos? Oi, Senhor dos Anéis?), mas MUITO legal. Sério mesmo, eu curti cada um dos trezentos e cinquenta mil minutos do filme. E nem senti tanta falta dos efeitos especiais. Uma coisa que tem me incomodado muito a respeito dos filmes que tão sendo lançados ultimamente é o fato de que TUDO agora é lançado na merda do 3D. Gente, que chatura! Só pra eu ter que pagar o dobro pra ir no cinema e usar um óculos com duas cores? Triste, mas vou ter que assistir algum filme em 3D pra falar mal com propriedade, agora. Olha que tristeza. Alguém quer ir ver Alice comigo?

Como eu digo aos meus alunos: focus…

Como ia dizendo, Avatar é muito legal. Apesar de ter exatamente o mesmo enredo de Pocahontas – e eu já tinha sido alertada disso, motivo de eu ter demorado tanto pra ver, além do 3D – , é muito divertido. Você realmente se apega aos personagens, e fica puto com os vilões, tudo. Passa o filme todo achando que vai acabar em tragédia, achando que seria impossível o Sully ficar com a… a mocinha azul. Neytiri?

Hoje de noite contei prum amigo meu que finalmente tinha visto Avatar e tinha adorado. Daí ele me perguntou diretamente “E é bom mesmo?”, daí eu parei. “Bom, ele é um grande entretenimento. É divertidíssimo, não é tempo perdido assistir, de jeito nenhum. Dá até pra abstrair um tiquinho nessa coisa de colonizar civilizações, mas isso é muito raso, obviamente, por isso foi um blockbuster. Eu gostei, mas não é um filme intelectual. É legal apesar de ser tão cheio de grana.”

Bom,

claro que eu não fui tão articulada na hora. Vocês viram no vídeo que eu sou um ser que não consegue elaborar uma coisa dessas sem pensar muito antes, apertar o backspace na cabeça e tal.

O que eu quero dizer com tudo isso é na verdade bem simples: eu costumo separar o fato de uma coisa ser bem feita ou intelectualmente profunda do fato de eu ter gostado dela ou não. Odeio essa gente que só tem gostos intelectuais. Que só lê crássicos. Gente, hoje eu recebi por e-mail o primeiro capítulo do sétimo livro do Artemis Fowl e fiquei que foi pura felicidade. Adoro Harry Potter. Adoro… que mais intelectualmente condenado que eu adoro? *procurando nas pastas de músicas* Taí, Lady GaGa. Até Avril Lavigne tem. Evanescence. Mas eu gosto de umas coisas que são consagradas, tipo Placebo. Que todo mundo diz que é bem feito musicalmente, etc etc. Eu sei lá. Sei que eu gosto. Pra eu gostar, não é realmente importante ser cabeçudo. É claro que isso não significa gostar de porcaria unanimemente. Mas se alguém me diz que só ouve Chico Buarque, Death Cab for Cutie, Bob Dylan e coisas do naipe, eu desconfio. Exceto pelo Chico, gosto dos outros mencionados, mas…

Por outro lado, outros grandes cabeçudos consagrados me dão urticária. Eu geralmente defino como “É muito bem feito, mas eu detesto”. Aí nessa lista eu coloco Machado de Assis, o último filme do Lars von Trier, o Chico Buarque… Tem algo neles que me irrita, algo de talvez intelectual demais? De fake? Eu não sei te explicar. Não acho o Machadão fake, não sei porque não gosto dele. Não gosto do Anticristo porque acho que ele é muito bem feito esteticamente, mas é vazio de sentido e dá voltas sobre um mesmo tema. O Chico é só chato mesmo. Mas sabe, gente?

O que eu tô me desesperando pra deixar claro aqui é que eu muitas vezes gosto de coisas pelas quais me condenam, porque aparentemente são vazios, mainstream ou mal feitos. Outras vezes, odeio coisas alternativas, de cafés e mostras culturais que todo mundo idolatra. Eu não gosto de ter vergonha do meu lado pop, não tenho vergonha de me identificar com coisas que são contemporâneas à minha existência – a mera idéia de se esforçar pra ter influências de vinte anos atrás é bizarra, não é? Pois é, muita gente é assim. Quer que a gente acredite que são assim. Bom, eu não sou.

Pra me entreter, não precisa muito: é só passar Ela é Demais na Sessão da Tarde! É evidente que eu também piro o cabeção lendo um Kafka, acho o Gus van Sant um cineasta do caralho. Eu sou normal! Sou a pessoa mais normal do mundo, como sempre digo.

Vlogs e Videopost

Isso foi uma mera tentativa. Mas antes de você assistir, quero registrar que esse foi o post que me deu mais trabalho, desde a criação do vlog:

Olha só, eu não me orgulho. Editar tudo deu um trabalhão e nem ficou do jeito que eu quero. Fiquei me sentindo que nem quando eu era criança e tentava desenhar: eu olhava e pensava, ‘claro, consigo fazer direitinho’. E na hora de fazer mesmo, eu só me conformei com a minha inabilidade.

Quando se fala prum vídeo, se perde muito tempo gaguejando, pensando. Aqui eu posso escrever imediatamente depois de arquitetar um pensamento concreto, ou ainda ele se constrói porque eu tenho bem à minha frente o que já saiu. É difícil de explicar. Ficam altamente recomendados todos os links de coloquei no vídeo a duras penas.

Essa onda de vlogs é – eu não consegui explanar direito no vídeo – muito doida justamente porque é uma nova forma de comunicação. Quero dizer, você conhece alguém de muito longe (geograficamente), mas ao mesmo tempo dum jeito muito íntimo, com opiniões, expressões faciais. Até as expressões mais faladas da pessoa você absorve. No caso do MeDaUmExpresso, você discute de forma construtiva, e ao mesmo tempo muito particular e individual.

Mas, me citando de novo, eu não recomendo que qualquer Zé resolva fazer seu vlog, porque é difícil e, se for ruim, só vai poluir mais ainda a internet, o que me lembra de uma tirinha fantástica do Ricardo, um cara muito criativo que mora aqui na moradia da UFMG:

Fonte: http://ryotiras.com/

É, galera. A internet é mais paciente que o papel, recebe tudo, mas ninguém quer a internet com a merda da TV? Outro dia rola um post sobre as possibilidades do youtube ser a televisão pessoal, como os mp3s players hoje já são a música pessoal. =]

Comentário: House M.D.

So… this is it.

os personagens principais das três primeiras temporadasOficialmente, uma série de Tv americana me escravisou durante mais de um mês, cujos dias eram gastos no vazio existencial dessa minha vida de merda quando eu não conseguia ver pelo menos um episódio. Durante semanas, dei minhas aulas, assisti outras tantas, almocei correndo pra pegar o ônibus de uma hora e ir pra casa ver House a tarde inteira.

Mas olha só: ironicamente, não consigo nem organizar muito meu pensamento crítico sobre a série. A sobrecarga é uma das culpadas, é claro. Afinal, seis temporadas, média de 4 episódios vistos por dia… Bom, qualquer um sobrecarregaria. Mas mais ironicamente, ainda me lembro de quando escrevi Drop Dead Diva, e eu gostava contra todas aquelas coisas sobre as quais eu consegui argumentar. Com relação a House, que é fantasticamente bem feito, atuado, etc, etc… Só consigo pensar em comentários pessoais e melosos. Será que tem uma lei dos opostos me sacaneando aqui?

Todos já sabem o básico da série: médico filho da puta espertão resolve casos magicamente, daquele jeito epifânico que só os Estados Unidos fazem por você. E adivinhem: Hugh Laurie, o protagonista, é inglês e enganou até a galera que estava fazendo o casting pra série, de tão bom o sotaque americano dele.

Já que eu sou incapaz de ser objetiva sobre algo que eu simplesmente venero, ok: notas breves sobre os personagens – ou os meus favoritos (mimimi o blog é meu, mimimi).

Foreman: no começo eu achava ele muito chato; mas tem sempre que ter um chato, porque senão tudo ser legal vira um saco, também. Claro que quando vi o episódio no qual a gente percebe que a mãe dele tem Alzheimer, eu tive um apelo emocional mais forte. Ô doença dramática filha da puta. Mas assim, ele é um House júnior, mas não sabe medir as atitudes dele muito bem. Tanto é que se fode no único relacionamento que ele tem durante a série, com a Thirteen. Tanto faz. Ele nem é meu favorito mesmo.

Chase: ôôôôôÔ, mas eu pegava demais esse cara! Hahaha. Sério. Todo mundo fala de pegar o House, que o House isso, o House aquilo, mas eu super prefiro o Chase. No começo ele não passa de um filhinho de papai puxa saco, mas ao longo das temporadas e do relacionamento com a Cameron ele se solta desses laços e se torna… Bem, nessa fase pós Cameron eu estou achando ele bem vazio, ou seja: em breve vai ter outra mulher pegando ele na série e não sei se vou lidar bem com isso. Fico com ciúme de imaginar.

Taub: uma chatura. Mimimi quero trepar com outra, mimimi ganho menos dinheiro aqui. Só é doido no episódio da sexta temporada em que ele fica doidão de Vicodin com o Foreman.

Thirteen: fui extremamente implicante com ela no começo, por ser a figura feminina que substituiu a Cameron no time na quarta temporada. E essa coisa de ser bissexual me deu um tédio tremendo, porque eu tive a sensação de que ela só é muito previsivelmente interessante. Quero dizer: sentença de morte em breve + bissexualismo? Ah, sim, esquecendo a parte em que ela é estupidamente bonita. Com o namoro com o Foreman eu passei a gostar um pouquinho mais dos dois, e agora acho que já me acostumei a ela, haha. Depois da fase doideira drogas sexo seguida de namoro, ela parece mais madura e eu até gosto dela.

Wilson: essa natureza dele de sempre ser bonzinho me dá más lembranças. Todo mundo gosta dele, e por isso eu desconfio. Claro que ele tem o mérito de ser muito foda no modo de lidar com o House. Mas sério, não sei como ele não fica muito entediado toda vez que o House tem uma epifania e sai da sala. Achou a vida emocional dele no lixo, como 90% das mulheres do planeta, e bem, onde está a história ele está em um remember com a primeira ex mulher. Definitivamente, o ápice dele foi a morte da Amber no fim da quarta temporada. A história foi fantástica e foi de matar qualquer um de chorar (eu sei que uma amiga minha quase se afogou nas lágrimas).

House: ah, ele é doido. Hahah. Quero dizer, não tem muito pra dizer dele, a série já é sobre isso. Mas o senso de humor é fantástico. E uma característica dele que se espalha para todo o enredo da série: as coisas nunca ficam OK. Às vezes existem lapsos de felicidade, como o casamento do Chase e da Cameron – que acaba – ou a noite dele com a Cuddy – que foi alucinação. Ah, aliás, uma frase fantástica pra se dizer pra alguém com quem se está apaixonado: “I always want to kiss you”. (favor citar a fonte quando usar isso na sua vida emocional) E mesmo, a única personagem com quem eu vejo ele dando certo é a Cuddy mesmo.

favorita!! <3Cameron: vai parecer que não, mas ela é minha favorita de todos os tempos. Eu sempre gostei demais dela e da atitude. Ela é decidida, corajosa, inteligentíssima: as melhores idéias são quase sempre dela durante as três temporadas e mesmo durante a participação dela nas temporadas em que trabalha na emergência. Não tive coragem de me livrar do episódio em que ela se droga e pega o Chase pela primeira vez. Nem o episódio no qual ela resolve se envolver com ele emocionalmente: aquela coisa da terça feira é algo que eu queria pra mim! LOL. Ela chegar e dizer pra ele: “é terça feira”, e ele: “Hm… não, ainda faltam algumas horas…” e ela: “eu não queria esperar”. Ê laiá! Mas ela tem uma falha de personagem meio triste: ela muda muito pouco ao longo da série. Quero dizer, o Chase e o Foreman mudam bastante, amadurecem, revisam princípios e atitudes. Ela se segura na ética com força demais o tempo todo, e mesmo quando sabe que o Chase matou o ditador africano, não acha que deve repensar seus valores, assumir um pouco menos de que ela está certa.  Ah, e só não deixei ela por último pra não ser clichê demais.

Cuddy: a super mulher! Cara, ela é demais. Manda no hospital todo, adotou a menina e ainda consegue abrir a cabeça o suficiente pra manter o House e as doideras dele, sem mencionar todos os outros inúmeros problemas que cuidar de um hospital acarreta. Nada mais normal do que ter pavor de se render àquela coisa toda que ela tem com o House. É lógico que pra gente que assiste a série, fica gritando na frente da tela “SE JOGA, FILHA”, mas se fosse com a gente, faríamos tão diferente? Se desse certo, não seria o House. A ex dele entendeu isso bem, exceto na parte em que chega a resolver voltar pra ele na segunda temporada.

Bom, é isso. Outras coisas chamam à atenção, esquecidos os clichês absurdos de série de hospital, que ficam pra outro dia. Mentiras são rotineiras nessa série, e o ateísmo do House não é só manifesto, como pregado, o que na minha opinião faz perder meio que o princípio. Oh, gosh, agora a coisa é esperar o próximo episódio. ❤