Como sustentar uma vida sem dignidade

Bom, esses dias eu percebi – mentira, foi ontem mesmo – que a minha vida é na verdade uma sucessão de coisas ridículas, que muitas vezes acontecem bem rápido. Por exemplo.

1.Ontem, por algum motivo, eu falei que sou um cara operado pra sala de inglês básico 1. E sim, tinha contexto. Prometo. A sala me apelidou de “pardalzin de igreja”, porque eu saio pulando pela aula.

2.Semana passada, uma centopéia do tamanho de um bonde surgiu no meu quarto. Eu dei um ataque menininha e fiquei sapateando tentando acertar o bicho, gritando histericamente. A Aline, que mora comigo, tá rindo até hoje.

3.Num continuum, eu stalkeio amores platônicos – mas disso quem lê o blog com frequência já sabe né. Lembram do C-C-C-Combo de Micos? Pois é. Eu já passei cantando “Fagocita meu amor, fagocita” perto dele sem tê-lo visto. Gritando. Dançando. Eu caí sentada na salinha de estagiários. A lista dessa categoria é longa. (Não conhece “Fagocita”? Assista!)

4.Eu disse pra mulher do caixa no Epa que o cartão Fácil não é negócio pra mim, porque pra compensar aquele desconto de dez centavos eu teria que viver até os 80, o que não vai acontecer – e aqui apontei pras minhas compras: requeijão de cheddar, cheddar, cheetos requeijão, macarrão…  – porque eu não vou chegar nem na metade.

5.Na primeira aula do meu intermediário 2 esse semestre, eu fiz um moonwalk from hell.

6. Essa foto realmente está no meu orkut.

7.Essa é em tempo real: baixei o primeiro CD das Chiquititas. Estou ouvindo, cantando alto – e liguei o “o que estou ouvindo no msn”. E o scroll do LastFM.

É.

UPDATE: Esqueci de uma das melhores histórias ever. Na festa da posse da nova diretoria da Letras, meus amigos e eu resolvemos tirar uma foto com o ex-diretor, Jacyntho. Enquanto fazia pose, ele comentou que não gosta de fotos porque se sente velho. Fiz uma pausa, tentei manter minha boca fechada, mas não deu. Eu tentei, prometo! “Mas… ó, Jacyntho… Uma gestão como vice reitor… Duas como diretor da FALE… Jovem não dá pra ser, né?”

Em tempo: hoje pesquei do corredor um irmão de uma aluna minha, DURANTE  a aula, e coloquei ele sentado na sala, dei o papel da música pra ele. Ele ficou sendo meu aluno durante 30 longos segundos. Esse vai ser o último update, porque senão nunca vai existir uma versão definitiva desse post.

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7 opiniões sobre “Como sustentar uma vida sem dignidade

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