2013

Não vou escrever sobre as coisas que fiz esse ano.

Digo porquê: conquistei coisa pra caralho, mas não acho que nenhuma delas veio com o esforço que fiz neste ano mesmo. Acho que fui muito mais útil pro mundo nos anos anteriores, e esse ano só fiquei colhendo os resultados. Seja com trabalho, com formatura, com sair da forever alonice, seja com meu apartamento maravilhoso e meu gatinho. Pra ser bastante honesta, não acho que me esforcei. Acho que esse ano só fiquei aproveitando os louros dos anos anteriores.

E por isso, estou com certa vergonha, e sinto que as 24 anos não sou o que eu planejei ser quando entrei na faculdade. E acho que tenho todos os meios pra ser melhor – e quero, finalmente, me colocar no caminho.

Em primeiro lugar, chega de tentar me esforçar pra ficar me equiparando aos meus amigos. Eu me sinto constantemente menor e pior do que eles e acho que a minha tentativa pífia de mestrado em linguística nesse ano tem a ver com isso. 

Então, em 2013 vou recuperar minha paixão. Vou voltar aos livros e não vou ter vergonha de falar de livros só porque todos os meus amigos entendem mais de literatura do que eu. Não vou me deixar intimidar.

Mas vamos começar por coisas mais simples:

-Vou sair de vez da comunidade da Letras do facebook, que é só sujeira e briga de gente imbecil. Até do circo a gente cansa uma hora.

-Vou escrever mais no blog, sobre qualquer coisa.

-Vou ler os livros que trouxe pras férias (um total de 10), até começar a dar aula de novo em fevereiro. Sim, só dou aula em fevereiro, MORRÃO de inveja.

-Vou perder 5 quilos, o que não é tão ambicioso; mas não quero deixar de comer. Meu metabolismo é meu amigo, então fazer exercícios vai ser a ordem do dia. 

-Vou arrumar meu guarda roupa, que no momento consiste de pilhas e pilhas de panos jogados uns em cima dos outros.

-Não vou parar de beber, não, porque a ideia é que as resoluções sejam factíveis.

-Vou aprender a pesquisar literatura, voltar a estudar e ahazar na seleção do final do ano que vem. Já comecei um diário de ideias sobre literatura, acreditem se quiserem.

-Vou me conformar e parar de escrever idéia com acento.

Só isso mesmo. É nóis.

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4 opiniões sobre “2013

  1. Dei moral! Linguística é chata, literatura é doida (difícil e tensa, mas doida), cai de cabeça q c consegue! Boa sorte!
    e eu tb achei q 2012 foi um ano de colher os frutos por coisas anteriores…embora o 2o semestre tenha sido meio parado e época de espera. mas tb acho q não fiz muita coisa esse ano, fiquei mais na espera e recebendo coisas doidas… Sabe o q isso quer dizer? Se fudemos-nos em 2013, vai ser ralação pura! haahha

  2. 2012 entrou pra lista dos piores anos da minha vida. Foi muita chateação e eu me senti constantemente cansada e estressada, mesmo que em anos anteriores eu tenha trabalhado muito mais.

    Eu também tenho como resolução não me comparar a amigos. Eu sempre me sinto mal me comparando a pessoas super independentes e resolvidas, enquanto eu fico aqui amargando as menores coisas… Às vezes me sinto um bebê.

    Quanto a metas factíveis, bem, eu quero continuar a fazer exercícios físicos, quero ser mais organizada pra estudar e quero ter mais paciência com meus alunos (e comigo mesma!).

    Quanto a você, Amanda, eu fiquei super feliz com suas conquistas esse ano. 🙂 E fico feliz que você esteja vindo pro lado literário da força. Você vai ver que é um porre mas é legal. 🙂 E aí a gente vai poder trocar bibliográfica e chorar porque tem que ler Spivack e Butler (mas Butler no fim é legal!)

  3. Agora vc tem até 2016 pra insistir com o idéia, hoho.

    Então, essa coisa de se equiparar aos outros é uma merda. Fiz isso acho que sempre, desde o início da graduação (entrar na FALE foi um baita choque de realidade), e isso foi a coisa que mais me causou estresse em toda a minha trajetória acadêmica. Eu sempre me senti inferior ao Luiz, por exemplo, e posso dizer que levou ANOS até que eu me sentisse minimamente capaz de tentar algo por minha conta, sem a genialidade dele. E no mestrado, bem, tem sempre aquelas pessoas ninjas que te fazem sentir no lugar errado, uma criança numa conversa de adultos. Só nossas ações podem mudar essas situações que nós mesmos criamos. Porque você não é nem nunca foi pior que ninguém; você tem suas próprias ideias e habilidades para fazer o que ninguém ainda fez.

    Ah, o blog tá lindão!

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