Diário de Férias #2

Estou sofrendo com a tentação de criar um diário de náufraga, porque não consigo passar tempo demais no interior. A verdade é que eu quase nunca venho pra cá, e sendo professora acabo podendo passar boa parte dos feriados de fim de ano aqui. Uma confissão: com mais de duas semanas vai ficando bem difícil.

Acordar, tomar café, ver friends, almoçar, ler, jogar minecraft, brincar com o Lucky, brincar com os gatos, alimentar todos eles, depois mais internet, depois mais friends, mais comida… Enfim.  É bem bom, mas tem uma hora que você se pega planejando aula mentalmente com cenas de seriados.

Pelo menos uma coisa boa aconteceu: a Rádio Rock voltou! Ela é grande responsável pela minha educação em rock da adolescência, e até hoje reconheço de leve muita coisa por causa das longas horas que eu passava com o rádio ligado.

Rádio foi uma parte bem grande da minha pré adolescência e adolescência propriamente dita, apesar de já estar consideravelmente obsoleta. Num tempo de clipes na band, na mtv e com o nascimento do kazaa, o pessoal começou a ter acesso à sua própria música, o que acabou afastando muita gente das rádios pra se livrar dos anúncios, vinhetas, comentários e afins.

Mas pra falar a verdade, eu gosto muito da presença humana do rádio. É legal porque te permite fazer várias coisas ao mesmo tempo, diferente da tv. É besta dizer isso, né, mas as pessoas esquecem. Assistir coisas exige tempo demais. O rádio te entretém, mas deixa espaço o suficiente pra você pensar no ex namorado chorando, pra lembrar que não pagou a fatura do cartão e que precisa comprar as passagens pra capital. Você pode ouvir música boa e ler um livro ao mesmo tempo, o que considero excelente aproveitamento de tempo: o regime principal da minha vida extra escolar desde os onze anos.

Mas eu não conseguia ouvir Jovem Pam, a mais popular entre meus coleguinhas, porque tinha muita música eletrônica lá e desde nova eu tenho um duradouro preconceito e desconforto com música eletrônica, sem falar do pop. Mas antes da Rádio Rock houve a Band FM, acreditem se quiser, onde eu até aceitava ouvir Marlon e Maicon (sim!), pagode, Ivete Sangalo, entre outros, só pela companhia dos radialistas, de quem eu gostava muito. Particularmente o radialista da madrugada, um tal Marcelo Baptista – uma notícia que tive foi dele num programa de manhã numa tal Rádio Metropolitana.

Rádio é muito confortável e ajuda na solidão. Quem aí continua no regime da foreveralonice, fikdik.

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