Sobre brigas e mortes

Hoje eu escutei um vizinho brigando com a mulher dele do outro lado da rua. Não era a primeira vez; meus pais já me disseram que eles seguem aquela velha sequência do casal que deveria se divorciar, mas não se divorcia: faz barraco público, grita, chama parente, um dos dois sai de casa, depois volta, eles fazem as pazes e o ciclo recomeça. Ainda assim, não me dei por satisfeita e fiquei igual uma comadre meio escondida na minha janela, tentando entender o que estava acontecendo e tentando ver se ele ia bater nela – porque aí, afinal, é caso de polícia.

Depois entrei na internet e me diverti muito com um barraco virtual: o vlogger Felipe Neto postou um vídeo chamado Fiukar, no qual ele falava sobre os fãs exagerados dessa nova onda adolescente colorida que eu não entendo. Até aí tudo bem, seguiu a linha de outros vídeos muito engraçados dele e tal. Só que a grande surpresa foi que o próprio Fiuk respondeu no twitter, e os dois se puseram a discutir! Hahaha. Eu ia do twitter do pseudo-ator pseudo-músico filho do Fábio Jr até a minha timeline (eu sigo o Felipe Neto, ele é divertido) e ria das respostas estereotípicas do estrelinha da Globo. Ri das fãs, ri da briga, fiquei querendo que tivesse mais.

Durante as últimas semanas, qualquer coisa na TV que não seja CQC e A Liga tem sido insuportável por causa dos detalhes exagerados em casos de namoradas/amantes assassinadas. Tá perigoso ser mulher, seja em SP, RJ, ou mesmo BH, que agora está no jornal o dia inteiro. O jornal do almoço da Record, que antes tava uma geral pelas diferentes desgraças ao redor do país, agora foca em duas desgraças: um dia é o goleiro Bruno, outro dia é a tal da Mércia. A discussão está num nível de detalhes absurdo, em todos os jornais, em todas as conversas (devo confessar que a única coisa boa que veio dessa onda do goleiro do Flamengo são as piadas de humor negro, lógico).

homo coloridusNum dos meus rompantes de ódio ao mainstream, enquanto eu exclamava que não aguentava mais esse sensacionalismo dos crimes com requintes de crueldade e investigações elaboradas, percebi que a minha diversão em ver o Fiuk sendo ridículo ao reagir ao Felipe Neto e minha curiosidade diante da briga conjugal dos vizinhos tinham um ponto essencial em comum.

O que nos faz tão interessados nos conflitos alheios? Especialmente, porque cultivar lados, porque ficar observando se um criminoso imbecil vai ser preso ou não? É claro que, como no caso Nardoni e no da Susana von Richtoffen (spelling?) fica bem claro entender que a mídia sensacionalista se diverte mais com crimes familiares envolvendo brancos de classe alta, que não tinham “nenhum motivo” pra entrar no crime e que deixaram apenas um número médio de pistas que vão sendo desvendadas diariamente e distribuídas entre todos os telejornais de todos os canais.

Esse post é basicamente sobre o que nos faz acompanhar detalhes desagradáveis da vida alheia, mas tenho também outros questionamentos. Essa galera que adora ver famílias sofrendo com entes mortos na tv poderia perfeitamente se satisfazer assistindo Law and Order se o caso fosse uma ânsia por justiça, ou por processos criminais cheios de detalhes. Entretando, as pessoas querem o real, o de verdade, o close da câmera na lágrima da mãe, seguido de comentários feitos por “jornalistas” de café da tarde falando sobre como o mundo não tem mais solução, numa conversa sem fim que nunca progride. Isso me leva a pensar que esse prazer não é só catártico, porque desde tempos imemoriais a ficção supriu muito bem a galera do pão e circo. Agora existe um apelo para a realidade. Por quê? Será que alguma parte do pacto da ficção foi quebrada e as pessoas não acreditam mais na possibilidade daquilo trazer algo de real? Será que as pessoas precisam ver as merdas acontecendo em tempo real com pessoas mais ricas e mais importantes para se sentirem melhor com as suas próprias merdas? Pra pensarem que com o dinheiro e a fama vem muita merda e o melhor é continuar pegando cinco conduções pra trabalhar e deixar por isso mesmo?

Esse questionamento sobre histórias reais versus histórias fictícias me leva a lembrar do comentário que o Francis Leech acabou de inserir no seu canal, a respeito da briga Fiuk-Felipe Neto. Talvez os vloggers estejam emergindo pela sua característica de poderem falar o que der na telha, enquanto se limitarem à liberdade de expressão. Talvez a ascenção dos vloggers indique uma mudança nos gostos e uma alternativa às Sandys malditas da TV, sempre dizendo a coisa certa em momentos de crise. Se esses artistas robóticos já estão se sentindo incomodados com esse tipo de expressão, como disse o Francis, talvez isso seja um bom sinal.

Mas ainda não consigo pensar numa resposta adequada: qual é o motivo real da nossa necessidade de se alimentar de conflitos que não nos dizem respeito? O que faz com que a gente se importe? Que tipo de sensação única as pessoas tiram de acompanhar processos sangrentos de assassinato, como esses da TV?

Anúncios

Sobre se expor na internet

Esse post foi idealizado há muito tempo, antes mesmo do Videopost. Sendo eu alguém que passa um tempo preocupantemente alto online, é de se esperar que volta e meia eu tome uns sustos com pessoas sabendo de mim bem mais do que eu gostaria de soubessem.

Por exemplo, não tem coisa mais fácil do que descobrir se eu te bloqueei no msn – o que eu faço sem dó, e provavelmente nunca mais desbloqueio – , porque eu nunca tenho a inteligência de bloquear a pessoa em todas as redes sociais que eu compartilho com a pessoa. Ou seja, se eu não apareço no msn mas apareço no orkut, facebook, pode ver.

Claro que isso não me chateia exatamente, porque o fato de eu bloquear a pessoa é só um jeito de eu dizer que não gosto de conversar com ele ou com ela, e nunca há nada a perder – só a ganhar, na verdade – em alguém com quem você não gosta de conversar saber disso. Afinal, na pior das hipóteses… a pessoa vai parar de falar com você! E não era esse o objetivo quando você a bloqueou? … Eu sei, você tem vergonha de mostrar que não gosta de alguém. Sei que a maioria das pessoas não faz isso. Mas os benefícios desse tipo de pequena honestidade são muito melhores do que a chatice de deixar aquela pessoa forçar presença na sua vida.

De qualquer maneira, o assunto principal não era esse – eu sempre faço isso…

Tenho orkut, formspring (não uso), twitter, facebook, flickr, msn, gmail, youtube, etc, etc etc… E já mais de uma vez, aconteceu de um cara com quem eu posso ter ficado em uma festa descobrir basicamente tudo sobre mim só com meu nome e meu primeiro sobrenome. Assusta um pouco no começo. Dá pra ler toda e qualquer opinião que eu poste aqui, dá pra ver meu rosto no album destrancado do meu orkut, não sei o que dá pra ver no facebook, porque eu nunca aprendi a mexer direito naquilo. Enfim. Isso assusta um pouco? Sim. É um risco que a gente corre quando participa de comunidades virtuais.

Uma vez vi uma entrevista de um cara no Roda Viva sobre isso: sobre a exposição na internet, sobre a ascenção (com sc e cedilha!haha) das redes sociais como uma forma de ter dinheiro. A gente enxergou uma tendência clara no orkut quando ele surgiu, acho que em 2004. Era estupidamente exclusivo, só pra convidados, etc, e ter um convite do orkut era uma grande honra. Isso foi revisitado de leve no começo do novo orkut, mas a certa altura do campeonato, claro, todos já têm acesso (sim, eu me nego a tirar o circunflexo do tem plural). Depois que essas coisas foram escancaradas para o público, tivemos uma correria sem lei pra se mostrar como o mais interessante, o mais isso, o mais aquilo.

Foi quando entraram em cena os filtros de segurança: ninguém vê seu scrapbook, ninguém vê suas fotos, mimimi mimimi mimimi. A gente ainda tá numa fase pra mim faz tão pouco sentido quanto mostrar tudo nos seus perfis sociais: não mostrar nada. Mais de uma vez pra mim foi impossível dizer se eu conhecia a pessoa naquela página, tão poucas eram as informações. Tem gente pra quem eu não consigo mandar scrap de jeito nenhum – o orkut cisma que tudo é spam, por mais que eu digite cuidadosamente a mensagem. Não dou conta de quem tranca tweets, por exemplo, acho besta; o propósito não é justamente divulgar pequenas frases de você, dos seus pensamentos, do seu dia?

É aí que entra o argumento pra um futuro do compatilhamento de informações na internet, de acordo com o cara do Roda Vida cujo nome eu não lembro: uma hora vai chegar em que terá que haver uma troca de informações – você usufrurá de alguns benefícios – músicas, filmes, conteúdos – conforme você permitir que as pessoas e empresas alcancem informações sobre os seus gostos e hábitos online. É muita inocência achar que a internet é só um lugar de retirar. Esses usuários que sugam informações, músicas, contatos, sem nem mesmo serem identificados, tendem a passar por uma maior dificuldade em acessar conteúdo – já que para muitas empresas hoje, as informações disponíveis em redes sociais e coisas parecidas correspondem a uma aproximação muito mais bem sucedida do seu público.

É claro que isso que eu falei é um rascunho bem grosseiro do que ele disse. Aconselho que sigam o link acima e assistam, é muito enriquecedor.

meu gráfico claríssimo.De qualquer maneira, eu já tendo a achar que a exposição na internet só é tão complexa porque ela é uma superevolução da comunicação em massa. Antes você só recebia conteúdo pela tv, depois a gente passou a trocar mensagens pela internet, notícias, etc, por e-mails e outras mensagens diretas simplificadas. Com o surgimento das redes sociais, a coisa fica mais maluca, porque não satisfeita em ser uma via de mão dupla em produção de conteúdo – todo mundo pode fazer – sempre existem terceiros vendo e interagindo silenciosamente com o que você divulga. Um exemplo bem fácil: sua página de scrap. As mensagens ali são pra você, e as que você manda só pra pessoa, mas ali – e em todas as redes sociais – você está também fazendo aquilo pra uma plateía. Tudo que você faz é observado pelos seus outros contatos – isso quando você não interage com a pessoa X e Y só para todos os seus contatos TE VEREM interagindo com essas pessoas. Então toda a interação que é aparentemente bilateral está na realidade enclausurada no crivo de qualquer pessoa aleatória, talvez de nenhum interesse no assunto.

Outro exemplo que povoou as cabecinhas daqueles acompanhando a nova onda do YouTube, o vlog (aliás, agradeço aos mais de 300 inscritos no Videoblog da Belzinha, de verdade!): a comunidade online cresceu com a popularização do PC Siqueira, do Felipe Neto e outros vloggers. De repente todo mundo tem muitos views, todo mundo troca informações e conteúdos maravilhosamente, fizeram parcerias. Estava tudo cor de rosa demais, até o incidente entre dois vloggueiros que costumavam postar no mesmo canal. Pra quem quer a fofoca, leia aqui.

Achei muito surpreendente que tenha demorado esse tempo pra algo acontecer, mas acho compreensível. Exposição no youtube traz algo que as outras redes não trazem: ainda que editado, mixado, aquele na tela falando é você, seu rosto, seus tiques. Você mostra a cara mesmo. E em qualquer ambiente, quando você mostra a cara, está assumindo o risco de ser reprovado ou aprovado – ou solenemente ignorado, claro, o que é mais triste. Outra coisa que se forma é a sua persona pró-internet. Você expectador, não seja inocente em achar que você realmente conhece quem está ali falando no vlog. Não. Aquele é um lado, talvez até uma persona. O contato gerado ali é ilusório. Daí entra a possibilidade de acontecer um perigoso jogo de egos. O ego da sua persona virtual é alimentado pelos inscritos, pelos amigos, pelos comentários, pelo AdSense do Google. Por isso, gente, CUIDADO. Aquele que você assiste é uma parte de alguém que existe. Esses que comentam te adorando não te adoram merda nenhuma. Deu uma opinião? Você também detesta maconha e está de saco cheio de ter que fingir que tá de boa? Pois é, mostre o rosto, não tem nada errado com isso. Mas você assume riscos.

Como sustentar uma vida sem dignidade

Bom, esses dias eu percebi – mentira, foi ontem mesmo – que a minha vida é na verdade uma sucessão de coisas ridículas, que muitas vezes acontecem bem rápido. Por exemplo.

1.Ontem, por algum motivo, eu falei que sou um cara operado pra sala de inglês básico 1. E sim, tinha contexto. Prometo. A sala me apelidou de “pardalzin de igreja”, porque eu saio pulando pela aula.

2.Semana passada, uma centopéia do tamanho de um bonde surgiu no meu quarto. Eu dei um ataque menininha e fiquei sapateando tentando acertar o bicho, gritando histericamente. A Aline, que mora comigo, tá rindo até hoje.

3.Num continuum, eu stalkeio amores platônicos – mas disso quem lê o blog com frequência já sabe né. Lembram do C-C-C-Combo de Micos? Pois é. Eu já passei cantando “Fagocita meu amor, fagocita” perto dele sem tê-lo visto. Gritando. Dançando. Eu caí sentada na salinha de estagiários. A lista dessa categoria é longa. (Não conhece “Fagocita”? Assista!)

4.Eu disse pra mulher do caixa no Epa que o cartão Fácil não é negócio pra mim, porque pra compensar aquele desconto de dez centavos eu teria que viver até os 80, o que não vai acontecer – e aqui apontei pras minhas compras: requeijão de cheddar, cheddar, cheetos requeijão, macarrão…  – porque eu não vou chegar nem na metade.

5.Na primeira aula do meu intermediário 2 esse semestre, eu fiz um moonwalk from hell.

6. Essa foto realmente está no meu orkut.

7.Essa é em tempo real: baixei o primeiro CD das Chiquititas. Estou ouvindo, cantando alto – e liguei o “o que estou ouvindo no msn”. E o scroll do LastFM.

É.

UPDATE: Esqueci de uma das melhores histórias ever. Na festa da posse da nova diretoria da Letras, meus amigos e eu resolvemos tirar uma foto com o ex-diretor, Jacyntho. Enquanto fazia pose, ele comentou que não gosta de fotos porque se sente velho. Fiz uma pausa, tentei manter minha boca fechada, mas não deu. Eu tentei, prometo! “Mas… ó, Jacyntho… Uma gestão como vice reitor… Duas como diretor da FALE… Jovem não dá pra ser, né?”

Em tempo: hoje pesquei do corredor um irmão de uma aluna minha, DURANTE  a aula, e coloquei ele sentado na sala, dei o papel da música pra ele. Ele ficou sendo meu aluno durante 30 longos segundos. Esse vai ser o último update, porque senão nunca vai existir uma versão definitiva desse post.

Comentário: House M.D.

So… this is it.

os personagens principais das três primeiras temporadasOficialmente, uma série de Tv americana me escravisou durante mais de um mês, cujos dias eram gastos no vazio existencial dessa minha vida de merda quando eu não conseguia ver pelo menos um episódio. Durante semanas, dei minhas aulas, assisti outras tantas, almocei correndo pra pegar o ônibus de uma hora e ir pra casa ver House a tarde inteira.

Mas olha só: ironicamente, não consigo nem organizar muito meu pensamento crítico sobre a série. A sobrecarga é uma das culpadas, é claro. Afinal, seis temporadas, média de 4 episódios vistos por dia… Bom, qualquer um sobrecarregaria. Mas mais ironicamente, ainda me lembro de quando escrevi Drop Dead Diva, e eu gostava contra todas aquelas coisas sobre as quais eu consegui argumentar. Com relação a House, que é fantasticamente bem feito, atuado, etc, etc… Só consigo pensar em comentários pessoais e melosos. Será que tem uma lei dos opostos me sacaneando aqui?

Todos já sabem o básico da série: médico filho da puta espertão resolve casos magicamente, daquele jeito epifânico que só os Estados Unidos fazem por você. E adivinhem: Hugh Laurie, o protagonista, é inglês e enganou até a galera que estava fazendo o casting pra série, de tão bom o sotaque americano dele.

Já que eu sou incapaz de ser objetiva sobre algo que eu simplesmente venero, ok: notas breves sobre os personagens – ou os meus favoritos (mimimi o blog é meu, mimimi).

Foreman: no começo eu achava ele muito chato; mas tem sempre que ter um chato, porque senão tudo ser legal vira um saco, também. Claro que quando vi o episódio no qual a gente percebe que a mãe dele tem Alzheimer, eu tive um apelo emocional mais forte. Ô doença dramática filha da puta. Mas assim, ele é um House júnior, mas não sabe medir as atitudes dele muito bem. Tanto é que se fode no único relacionamento que ele tem durante a série, com a Thirteen. Tanto faz. Ele nem é meu favorito mesmo.

Chase: ôôôôôÔ, mas eu pegava demais esse cara! Hahaha. Sério. Todo mundo fala de pegar o House, que o House isso, o House aquilo, mas eu super prefiro o Chase. No começo ele não passa de um filhinho de papai puxa saco, mas ao longo das temporadas e do relacionamento com a Cameron ele se solta desses laços e se torna… Bem, nessa fase pós Cameron eu estou achando ele bem vazio, ou seja: em breve vai ter outra mulher pegando ele na série e não sei se vou lidar bem com isso. Fico com ciúme de imaginar.

Taub: uma chatura. Mimimi quero trepar com outra, mimimi ganho menos dinheiro aqui. Só é doido no episódio da sexta temporada em que ele fica doidão de Vicodin com o Foreman.

Thirteen: fui extremamente implicante com ela no começo, por ser a figura feminina que substituiu a Cameron no time na quarta temporada. E essa coisa de ser bissexual me deu um tédio tremendo, porque eu tive a sensação de que ela só é muito previsivelmente interessante. Quero dizer: sentença de morte em breve + bissexualismo? Ah, sim, esquecendo a parte em que ela é estupidamente bonita. Com o namoro com o Foreman eu passei a gostar um pouquinho mais dos dois, e agora acho que já me acostumei a ela, haha. Depois da fase doideira drogas sexo seguida de namoro, ela parece mais madura e eu até gosto dela.

Wilson: essa natureza dele de sempre ser bonzinho me dá más lembranças. Todo mundo gosta dele, e por isso eu desconfio. Claro que ele tem o mérito de ser muito foda no modo de lidar com o House. Mas sério, não sei como ele não fica muito entediado toda vez que o House tem uma epifania e sai da sala. Achou a vida emocional dele no lixo, como 90% das mulheres do planeta, e bem, onde está a história ele está em um remember com a primeira ex mulher. Definitivamente, o ápice dele foi a morte da Amber no fim da quarta temporada. A história foi fantástica e foi de matar qualquer um de chorar (eu sei que uma amiga minha quase se afogou nas lágrimas).

House: ah, ele é doido. Hahah. Quero dizer, não tem muito pra dizer dele, a série já é sobre isso. Mas o senso de humor é fantástico. E uma característica dele que se espalha para todo o enredo da série: as coisas nunca ficam OK. Às vezes existem lapsos de felicidade, como o casamento do Chase e da Cameron – que acaba – ou a noite dele com a Cuddy – que foi alucinação. Ah, aliás, uma frase fantástica pra se dizer pra alguém com quem se está apaixonado: “I always want to kiss you”. (favor citar a fonte quando usar isso na sua vida emocional) E mesmo, a única personagem com quem eu vejo ele dando certo é a Cuddy mesmo.

favorita!! <3Cameron: vai parecer que não, mas ela é minha favorita de todos os tempos. Eu sempre gostei demais dela e da atitude. Ela é decidida, corajosa, inteligentíssima: as melhores idéias são quase sempre dela durante as três temporadas e mesmo durante a participação dela nas temporadas em que trabalha na emergência. Não tive coragem de me livrar do episódio em que ela se droga e pega o Chase pela primeira vez. Nem o episódio no qual ela resolve se envolver com ele emocionalmente: aquela coisa da terça feira é algo que eu queria pra mim! LOL. Ela chegar e dizer pra ele: “é terça feira”, e ele: “Hm… não, ainda faltam algumas horas…” e ela: “eu não queria esperar”. Ê laiá! Mas ela tem uma falha de personagem meio triste: ela muda muito pouco ao longo da série. Quero dizer, o Chase e o Foreman mudam bastante, amadurecem, revisam princípios e atitudes. Ela se segura na ética com força demais o tempo todo, e mesmo quando sabe que o Chase matou o ditador africano, não acha que deve repensar seus valores, assumir um pouco menos de que ela está certa.  Ah, e só não deixei ela por último pra não ser clichê demais.

Cuddy: a super mulher! Cara, ela é demais. Manda no hospital todo, adotou a menina e ainda consegue abrir a cabeça o suficiente pra manter o House e as doideras dele, sem mencionar todos os outros inúmeros problemas que cuidar de um hospital acarreta. Nada mais normal do que ter pavor de se render àquela coisa toda que ela tem com o House. É lógico que pra gente que assiste a série, fica gritando na frente da tela “SE JOGA, FILHA”, mas se fosse com a gente, faríamos tão diferente? Se desse certo, não seria o House. A ex dele entendeu isso bem, exceto na parte em que chega a resolver voltar pra ele na segunda temporada.

Bom, é isso. Outras coisas chamam à atenção, esquecidos os clichês absurdos de série de hospital, que ficam pra outro dia. Mentiras são rotineiras nessa série, e o ateísmo do House não é só manifesto, como pregado, o que na minha opinião faz perder meio que o princípio. Oh, gosh, agora a coisa é esperar o próximo episódio. ❤

Aventuras cibernéticas

Com mais de um ano de atraso, formatei o meu computador.

E sim, isso vale um post!

O coitadinho estava há mais de um ano pedindo um dia de spa, incluindo desintoxicação, emagrecimento, uma massagem de boa, sem vírus. Depois de muito drama,  consegui fazer o backup dos drivers e consegui o cd emprestado do meu Windows XP.

A quantidade de tutoriais que eu abri na internet não tem limite. Pesquisei sobre drivers, formatação, partição, tudo. Fui atrás de ver  como meu computador querido ficaria depois. Queria, uma vez na vida, ligar o Desgragmentador de Disco só pra ver aquela mensagem: “você não precisa desfragmentar este volume”.

Mas bem, vamos às dicas. Se você está na mesma situação na qual eu estava até hoje de manhã, tem alguns programas que podem te interessar.

DriverMax: se você é pirata feito eu, não tem o CD do seu computador e muito menos ouviu falar de instalar drivers, esse programa é uma mão na roda. Ele é leve de baixar, e magicamente prepara um backup de todos os seus drivers. Funciona assim: antes de formatar, você o instala, faz o backup num HD externo, pendrive ou CD e deixa lá junto com o pacote de instalação do programa que você baixou. Assim que você iniciar o computador pela primeira dez depois de formatar, instale o programa de novo; selecione a opção de reinstalar drivers a partir do backup e selecione a pasta onde você salvou tudo antes. Miraculosamente, seu computador fica pronto.

Opera: é um bom navegador pra quem ainda não confia no Google Chrome, que eu usava antes. Funciona no maravilhoso esquema de abas, não tem home page e sim o ranking das páginas mais acessadas, com a diferença de que é muito mais rápido e muito mais seguro. Até agora, não deu pau nenhuma vez, o que acontece com uma frequência filha da puta em usuários do Chrome.

É claro que mantenho recomendações lugar-comum, tipo Firefox – é bom ter dois navegadores, por isso uso Firefox e Opera (ESQUEÇA o IE), além dos antivírus.

Quando chega a hora de escolher um anti vírus, você tem algumas opções. Tem gente que gosta muito do Avira, mas sabe, ele já me deixou em grandes apuros por não detectar um vírus. Fui salva pelo Avast!, que é o meu escolhido até hoje, mas já usei também o  AVG e o Essentials. Descartei o AVG porque o mecanismo de atualização dele, apesar de frequente, é o mais irritante da face da Terra. Quanto ao essentials… Não tenho reclamações dele, mas o problema é que ainda não consegui validar meu Windows e a Microsoft não me deixa instalá-lo – e quem vier com a dica velha do regedit, THANK YOU, não tá funcionando. Aliás, aceito idéias alternativas pra validar meu windows – preguiça eterna.

Comentário: Drop Dead Diva

Uma das minhas recente estratégias envolvendo escapismo da realidade ou aborrecimento fatal consiste em achar alguma coisa, QUALQUER COISA, pra assistir que não esteja na nossa fantástica televisão brasileira.

Pois bem. Eu estava fuçando no Baixe de Tudo e descobri o resumo dessa série, Drop Dead Diva. Duas semanas e treze episódios depois, differentemente de Gossip Girl, achei que esse merecia alguns comentários.

Vamos ao básico: No episódio piloto, temos uma advogada workaholic, bem acima do peso, e uma modelo loira com seu namorado tão maravilhoso quanto ela própria. Ela morre num acidente de carro em direção a um teste enquanto a advogada no mesmo dia morre por ter tomado um tiro ao se colocar na frente de seu patrão. No céu, a modelo, Deb, encontra Fred, seu anjo da guarda, e acaba conseguindo voltar para o mundo dos vivos. Só que no corpo de Jane.

Ah, com certeza não estamos falando de algo profundo, filosófico ou mesmo instigante para a mente. Na verdade, é quase o oposto. Muita gente me diz que assiste novela porque depois de um dia filho da puta tudo que se quer é sentar, relaxar e assistir uma coisa bobinha que não exija muito. Eu me sinto mais ou menos assim com séries da linha Gossip Girl e Drop Dead Diva. Pensando bem, Lost também.

O que essas séries tem em comum? Bem, eu perguntaria o que elas não tem. Antes de mais nada, gente feia. É quando você me pergunta, ué, mas a personagem principal deste não é uma mulher bem gorda, de cerca de 30 anos? E sim. Mas ao mesmo tempo, se você prestar atenção, os ângulos escolhidos pelas câmeras são sempre mais ou menos a mesma coisa, lado direito do rosto, só meio virado pra câmera. Ela não tem um só close. E também você não vê nada abaixo da cintura dela, é impressionante. As câmeras fazem o máximo para que você se pegue pensando: ahhh, mas ela é bem bonita… Bem, não que ela seja feia, mas ela é normal. Isso é bem diferente do tratamento de câmera em qualquer das várias versões de Betty, a Feia, por exemplo. Essas diferem muito, mas são unânimes em retratar o pior da personagem principal, seja na Colômbia, no México, EUA ou Brasil.

Isso é engraçado de perceber, porque eu acho que abala um pouco a expectativa dos criadores da série, que disseram no USA Today que esperavam redefinir o conceito de beleza entre as pessoas. É claro que tem seu efeito, em termos de cultura pop, mas desde o começo da década a gente percebe que o loser está em alta. E se esse loser, apesar de ser “feio”, for extremamente competente, melhor ainda. Alguém aí lembra do Daniel-san?

Falando assim, parece que eu não gosto da série. Gostei muito, e aguardo ansiosamente pelo lançamento da segunda temporada em junho (li na Wikipedia). Mas sejamos claros. Drop Dead Diva é uma história legal, capaz de entreter, engraçada, cativante. Você se pega torcendo sinceramente pela Jane e revendo primeiros julgamentos de caráter de Kim, mas não espere uma discussão estética que ultrapasse o “você tem que estar feliz com você mesma”.

Isso tudo já foi dito e olha que eu nem mencionei o lance Legalmente Loira da série. É claro que por dentro Jane é a loira Deb, e nos primeiros episódios a semelhança entre ela e Reese Witherspoon é gritante. Mistérios são resolvidos com cores de batom, por exemplo. E mesmo na única vez em que os advogados da firma onde os personagens trabalham são vencidos, o vencedor do processo volta e faz o que eles queriam desde o começo.

Ironia do destino ou não, o namorado de Deb, Grayson, é colega de Jane no escritório. E, fazendo a linha Édipo, recebe todos os sinais de que algo da sua namorada morta está bem ali na sua frente, e nem com a pulga atrás da orelha ele fica.

De qualquer maneira, é uma série curta e cativante. Eu recomendo.

Redes sociais

Por ser uma viciada em internet, seria de se esperar que eu fosse uma expert em relações online. E com tantas redes sociais, eu acho bastante difícil não pagar de chato em pelo menos uma delas.

No orkut eu mexo bem pouco. Coleciono comunidades engraçadinhas, deixo scraps pra amigos. Sou muito frustrada na minha vida orkútica porque eu nunca tenho depoimentos secretos. Todo mundo que abre orkut perto de mim tem. Afinal, por que todo mundo tem depoimento secreto menos eu? Qual a função do depoimento secreto? Quero dizer, mensagens offline do msn são muito mais interessantes. Essa eu realmente espero que alguém responda na caixa de comentários. E não é que as pessoas não me contem segredos! Mas existem meios melhores… Até hoje eu só achei uma serventia de depoimento secreto: chamar pra festas. No meu último aniversário deixei as direções da minha comemoração pra muita gente, mas esses você deleta logo depois da festa.

O Twitter pra mim sempre foi mais misterioso, porque eu nunca vi muito em que 140 caracteres melhoram a minha vida. Desde que eu resolvi virar stalker do Cadu Pelegrini, eu voltei pra aquilo, mas seus mecanismos ainda me são um mistério. É paia reclamar da vida? E ficar interagindo com pessoas – especialmente famosos – no Twitter, não é carência demais? Ou é mais pra dividir links mesmo, como eu faço com o blog e o videoblog da Belzinha? Eu geralmente intercalo reclamação com uma ou duas frases espertinhas em que consigo pensar, mas basicamente são meus links.

O Facebook pra mim tem um problema: as pessoas te mandam solicitações demais. Testes, farmville, horóscopo, grupo de filmes, etc, etc… Eu já tenho umas 300 solicitações solenemente ignoradas. Só no tempo que eu ainda cuidava do meu latifúndio é que eu tentava manter a coisa organizada. Mas aliás, a atualização dos status de Facebook é a coisa mais promissora, e que mais tende a dar errado. Confira: Facebook Fails e Facebook Status Fails.

E, por último e mais polêmico, o MSN. Que tipo de gente você bloqueia? Eu só faço isso com gente muito chata mesmo, ou gente muito burra que foi por acidente parar no meu círculo pessoal. O problema é que eu costumo esquecer que bloqueei a pessoa, e logo a pessoa começa a emergir em outras redes sociais… Aiai. A gente some do msn da pessoa por um motivo, DESCONFIE amigo.

De resto, se estou em casa, estou online. Mesmo. E às vezes, até saio e continuo online. Se estou ausente, é porque provavelmente fui no Epa, estou vendo um filme, falando de sexo com as meninas do apartamento – quem fala muito faz pouco -, às vezes estou até dormindo.

Em suma, eu não me sinto tão nerd, porque nerds não se relacionam tanto na internet. Mas a internet nesses sites parece mais uma balada infinita: você fica vendo que roupas a pessoa tá usando nas fotos, ou com quem ela tem saído, enfim, enfim… E essa minha vida belorizontina me tornou mais social do que eu pensei que pudesse ser.