Balanço das férias

Bem, hoje teremos um post morno. Mas antes, vejam só que interessante. Até hoje, tive três post mais populares:

3o. Lugar: o post sobre editar contatos no msn: impressionante como pouca gente sabia disso!E pelo visto, é bem eficaz mesmo o método, já que até houve possíveis babacas assinando a caixa de comentários.

2o. Lugar: o da Lady GaGa, logo abaixo: minha opinião bem positiva dela trouxe gente bem interessante pra discordar. Essa discussão de pop deve ser levada adiante em outra ocasião, porque deu pra ver que pode render muito.

1o. Lugar: o post sobre ex namorados! Hahah. Não esperava muita coisa dele, mas bastante gente se identificou. Foi outra boa surpresa, quando as pessoas no msn vinham me contar que leram, porque fez eu me sentir menos freak.

Esse efeito veio do blog todo, inclusive, o que acabo considerando o melhor – e único – projeto nascido nas férias e que já teve algum desenvolvimento nas férias. Valeu a todos os meus leitores inesperados. =]

Mas bem, o assunto central não é exatamente esse. As pessoas geralmente fazem retrospectivas no fim do ano, o que é meio viagem, porque em janeiro quase nada se começa e menos coisas ainda se continuam. Então, antes do verdadeiro começo, ou seja, em março, resolvi pensar um pouco no que eu queria ter feito nas férias e o que no fim virou.

Ler: Não li nem a metade do que me propus, claro. Li os três últimos livros de Artemis Fowl, e a proposta de ler tudo de Jane Austen foi pelo ralo, só consegui Emma mesmo. Todos os outros eram, confessadamente, CHATOS. Li uns contos do Murilo Rubião, empréstimo da Aline, mas poucos. Ainda persevero lendo “O Processo”, do Kafka, mas não vou terminar antes do fim das férias. :/ Eu também tinha pegado um Charles Dickens, no qual nem encostei. Tem outros empréstimos, que ainda devo mexer.

Escrever: Aqui eu tive modestas propostas. Queria terminar minha fanfic de Harry Potter, continuar com meu diário. O que eu fiz? Criei o blog.

Videogame: Joguei muito Guitar Hero na Aline e graças ao Gustavo Frade, Ninteeeeeendo! Zerei Mario World. Eu sou demais. XD

Fotografia: Influência da Lívia. Agora que estou finalmente prestes a acabar de pagar minha linda câmera digital, uma Canon, minha conta no Flickr está meio abandonada. Mas semana passada eu voltei a mexer e fiz uma ou duas coisas legalzinhas. Conta no flickr

Jogos: The Sims. Criei a família, duas irmãs e seus pretendentes. Uma delas, minha favorita, teve cinco filhos, tá idosa na casa dela com o marido que a trai com a irmã gêmea. Um filho é gay e tá noivo, o resto é tudo mulher e só a primogênita tá noiva. Os quatro mais velhos na faculdade, o bebê ainda com os pais. O pai virou cientista maluco e vai ficar com a aspiração cheia pra sempre! hahahah.  Mandei uns poker no computador também. =]

Assistir: Como vocês sabem, vi a primeira temporada de Lost. Vi uns episódios de Gossip Girl no SBT e depois baixei a segunda temporada e já vi tudo. Vi poucos filmes, estava sem paciência. Vi uns no começo das férias, tipo o mais novo do Almodóvar, mas pouca coisa. Revi Stranger than Fiction esses dias. E Solitários! E não é que o emo ganhou? Tudo bem, mas o meu amor platônico, Cadu Pelegrini, ficou em segundo e ficou mais famoso! Hhahaha.

Viagem: Fui pra Piracicaba em janeiro, como postado aqui, fiquei em Palmeiras no ócio, fui pra BH (show do Cranbeeeeeeerries! *.*) e lá tive várias aventuras incríveis com uma galerinha da pesada. Conheci uma sex shop, fiquei absurdada, comi comida vegetariana, entre coisas normais, como tomar summer com cheetos requeijão na moradia. Atóron. Perto do Carnaval, Mucambeiro, o distrito de Matozinhos (aaaah, agora acertei), terra natal do Quito. Lá não teve muitas emoções, mas teve uma overdose de Skol e eu, erm, encostei numa criança, apesar de não gostar de crianças. Whatever, né. Voltei de AVION, dear. Em cinquenta minutos eu estava em Campinas, depois de comer feliz. Adoro andar de avião, sério mesmo.

Nada: Isso ocupou noventa por cento da coisa toda. Deitada na cama, depois deitada no sofá… Jogando videogame, depois conferindo as coisas na internet… Fiz tanto de nada, mas tanto, que ontem me peguei planejando mentalmente minha primeira aula.

Eu diria que estou pronta, finalmente. Claro que os traumas do semestre passado permanecem. Mas sabe? Eles não vão embora mesmo e eu já me conformei. Quem vai embora sou eu! E pra Inglaterra, setembro me aguarda! Mas só depois de uma luta homérica pra juntar dinheiro!

xoxo. XD

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Lady GaGa – o que o pop precisava (?)

Bom, hoje eu estava sem assunto. Afim de escrever, mas se assunto. Pois que abro meu winamp e fico fuçando o que ouvir… E lá estava, Lady GaGa olhando pra mim.  É a primeira artista pop, mas pop mesmo, que não finge de rock nem de mpb, nem nada, é pop mesmo, que está presente na minha biblioteca de áudio.

Enquanto eu consultava a página dela na Wikipedia, me lembrei de como não teria sentido repetir aqui informações que vocês acham lá; então vamos só ao que interessa.

Cara, ela é muito esquisita! Hahaha. Desde o começo, o lado bizarro dela é o que mais chama à atenção. Demorei um pouco pra saber da existência dela – comentários soltos da Lara e da Denise, twitter, e finalmente numa festa, essas festas que acabam no youtube  – por causa do meu alheamento normal a televisão, em período de aulas e trabalho. Mas desde que vi pela primeira vez, simpatizei com ela.

modelo da pré adolescênciaQuando eu era pré adolescente, ou qualquer dessas fases bizarras de quando não se é criança, nem adulto, o modelo internacional era a Britney Spears. Naquela época, ela ainda queria que a gente acreditasse que ela era virgem, até o Justin Timberlake dar a real depois deles terminarem. Loira, linda, sarada, dança(va) bem e tudo o mais. Ela era modelo pra menininhas. E bem, por mais alheio que se possa ser, não tem muito pra onde fugir tendo meia hora de internet no domingo à noite e tv aberta a semana toda, ainda mais quando se é bolsista em escola particular.

Eu então cresci acostumada a enxergar a cultura pop apenas como uma tentativa de uniformização; da mesma moda eu via a moda, as músicas que todo mundo gosta. Cresci acreditando que não tinha meio termo: ou você está em todas e se mata pra ser igual as deusas do pop, ou ficava em casa lendo e ocasionalmente escrevendo (se bem que na época eu acho que escrevia na mesma proporção que lia).

Mais recentemente, algumas coisas me fizeram entender que o pop não é mais tão ditatorial assim. Agora você pode usar certas coisas a seu favor. O pop, claro, é passageiro; eu só não esperei que algo como a GaGa pudesse surgir.

os figurinos doidões da GaGa...Desde que eu vi os vídeos, tive a nítida sensação, confirmada depois numa entrevista dela pra Oprah Winfrey, que agora a mensagem transmitida por uma diva do pop é outra: it’s okay to be a freak. O esquisito está aí, não vai deixar de existir. Na verdade, o bizarro ganhou agora um ar chique, e mesmo genial, de quebra de paradigma mesmo. Agora a mensagem é clichê, concordo, mas muito mais promissora pra pré adolescentes: be yourself.

Já ouvi que as letras dela parecem ter saído de raps, só que com a mulher na posição de poder. Falam sobre querer dinheiro, e ser podre de rico, e sobre atitudes filhas da puta. Mas olha só, a atitude da GaGa não faz isso tudo parecer um pouco irônico? Fazer performances no final das quais ela morre? Tocar com Elton John do jeito mais doidão ever?

Eu sei bem pouco de música, confesso. Pouco ou nada. Mas tem algo de muito diferente e de muito interessante na GaGa. Apesar de ser tão espetaculosa, a própria GaGa é fechadíssima com relações pessoais, tem uma postura muito diferente. E, na minha opinião sincera, acho que uma freak talentosa é tudo de que o pop precisava a essa altura do campeonato, com as quedas das antigas divas (exceto Madonna, claro, que é tipo deus).