Comentário: House M.D.

So… this is it.

os personagens principais das três primeiras temporadasOficialmente, uma série de Tv americana me escravisou durante mais de um mês, cujos dias eram gastos no vazio existencial dessa minha vida de merda quando eu não conseguia ver pelo menos um episódio. Durante semanas, dei minhas aulas, assisti outras tantas, almocei correndo pra pegar o ônibus de uma hora e ir pra casa ver House a tarde inteira.

Mas olha só: ironicamente, não consigo nem organizar muito meu pensamento crítico sobre a série. A sobrecarga é uma das culpadas, é claro. Afinal, seis temporadas, média de 4 episódios vistos por dia… Bom, qualquer um sobrecarregaria. Mas mais ironicamente, ainda me lembro de quando escrevi Drop Dead Diva, e eu gostava contra todas aquelas coisas sobre as quais eu consegui argumentar. Com relação a House, que é fantasticamente bem feito, atuado, etc, etc… Só consigo pensar em comentários pessoais e melosos. Será que tem uma lei dos opostos me sacaneando aqui?

Todos já sabem o básico da série: médico filho da puta espertão resolve casos magicamente, daquele jeito epifânico que só os Estados Unidos fazem por você. E adivinhem: Hugh Laurie, o protagonista, é inglês e enganou até a galera que estava fazendo o casting pra série, de tão bom o sotaque americano dele.

Já que eu sou incapaz de ser objetiva sobre algo que eu simplesmente venero, ok: notas breves sobre os personagens – ou os meus favoritos (mimimi o blog é meu, mimimi).

Foreman: no começo eu achava ele muito chato; mas tem sempre que ter um chato, porque senão tudo ser legal vira um saco, também. Claro que quando vi o episódio no qual a gente percebe que a mãe dele tem Alzheimer, eu tive um apelo emocional mais forte. Ô doença dramática filha da puta. Mas assim, ele é um House júnior, mas não sabe medir as atitudes dele muito bem. Tanto é que se fode no único relacionamento que ele tem durante a série, com a Thirteen. Tanto faz. Ele nem é meu favorito mesmo.

Chase: ôôôôôÔ, mas eu pegava demais esse cara! Hahaha. Sério. Todo mundo fala de pegar o House, que o House isso, o House aquilo, mas eu super prefiro o Chase. No começo ele não passa de um filhinho de papai puxa saco, mas ao longo das temporadas e do relacionamento com a Cameron ele se solta desses laços e se torna… Bem, nessa fase pós Cameron eu estou achando ele bem vazio, ou seja: em breve vai ter outra mulher pegando ele na série e não sei se vou lidar bem com isso. Fico com ciúme de imaginar.

Taub: uma chatura. Mimimi quero trepar com outra, mimimi ganho menos dinheiro aqui. Só é doido no episódio da sexta temporada em que ele fica doidão de Vicodin com o Foreman.

Thirteen: fui extremamente implicante com ela no começo, por ser a figura feminina que substituiu a Cameron no time na quarta temporada. E essa coisa de ser bissexual me deu um tédio tremendo, porque eu tive a sensação de que ela só é muito previsivelmente interessante. Quero dizer: sentença de morte em breve + bissexualismo? Ah, sim, esquecendo a parte em que ela é estupidamente bonita. Com o namoro com o Foreman eu passei a gostar um pouquinho mais dos dois, e agora acho que já me acostumei a ela, haha. Depois da fase doideira drogas sexo seguida de namoro, ela parece mais madura e eu até gosto dela.

Wilson: essa natureza dele de sempre ser bonzinho me dá más lembranças. Todo mundo gosta dele, e por isso eu desconfio. Claro que ele tem o mérito de ser muito foda no modo de lidar com o House. Mas sério, não sei como ele não fica muito entediado toda vez que o House tem uma epifania e sai da sala. Achou a vida emocional dele no lixo, como 90% das mulheres do planeta, e bem, onde está a história ele está em um remember com a primeira ex mulher. Definitivamente, o ápice dele foi a morte da Amber no fim da quarta temporada. A história foi fantástica e foi de matar qualquer um de chorar (eu sei que uma amiga minha quase se afogou nas lágrimas).

House: ah, ele é doido. Hahah. Quero dizer, não tem muito pra dizer dele, a série já é sobre isso. Mas o senso de humor é fantástico. E uma característica dele que se espalha para todo o enredo da série: as coisas nunca ficam OK. Às vezes existem lapsos de felicidade, como o casamento do Chase e da Cameron – que acaba – ou a noite dele com a Cuddy – que foi alucinação. Ah, aliás, uma frase fantástica pra se dizer pra alguém com quem se está apaixonado: “I always want to kiss you”. (favor citar a fonte quando usar isso na sua vida emocional) E mesmo, a única personagem com quem eu vejo ele dando certo é a Cuddy mesmo.

favorita!! <3Cameron: vai parecer que não, mas ela é minha favorita de todos os tempos. Eu sempre gostei demais dela e da atitude. Ela é decidida, corajosa, inteligentíssima: as melhores idéias são quase sempre dela durante as três temporadas e mesmo durante a participação dela nas temporadas em que trabalha na emergência. Não tive coragem de me livrar do episódio em que ela se droga e pega o Chase pela primeira vez. Nem o episódio no qual ela resolve se envolver com ele emocionalmente: aquela coisa da terça feira é algo que eu queria pra mim! LOL. Ela chegar e dizer pra ele: “é terça feira”, e ele: “Hm… não, ainda faltam algumas horas…” e ela: “eu não queria esperar”. Ê laiá! Mas ela tem uma falha de personagem meio triste: ela muda muito pouco ao longo da série. Quero dizer, o Chase e o Foreman mudam bastante, amadurecem, revisam princípios e atitudes. Ela se segura na ética com força demais o tempo todo, e mesmo quando sabe que o Chase matou o ditador africano, não acha que deve repensar seus valores, assumir um pouco menos de que ela está certa.  Ah, e só não deixei ela por último pra não ser clichê demais.

Cuddy: a super mulher! Cara, ela é demais. Manda no hospital todo, adotou a menina e ainda consegue abrir a cabeça o suficiente pra manter o House e as doideras dele, sem mencionar todos os outros inúmeros problemas que cuidar de um hospital acarreta. Nada mais normal do que ter pavor de se render àquela coisa toda que ela tem com o House. É lógico que pra gente que assiste a série, fica gritando na frente da tela “SE JOGA, FILHA”, mas se fosse com a gente, faríamos tão diferente? Se desse certo, não seria o House. A ex dele entendeu isso bem, exceto na parte em que chega a resolver voltar pra ele na segunda temporada.

Bom, é isso. Outras coisas chamam à atenção, esquecidos os clichês absurdos de série de hospital, que ficam pra outro dia. Mentiras são rotineiras nessa série, e o ateísmo do House não é só manifesto, como pregado, o que na minha opinião faz perder meio que o princípio. Oh, gosh, agora a coisa é esperar o próximo episódio. ❤

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Nota sobre um vício.

Lembram quando eu disse antes que sou beeeem ruim com finais?

Bem, acabei de pensar melhor e quero colocar mudanças nessa lista, também.

Acabo de ver o primeiro episódio da quarta temporada de House e descobri que simplesmente o time acabou: quero dizer, sem mais Chase e Cameron, sem mais Foreman? *crise de desespero*

Corri pra Wikipedia. Ela deu um tapinha no meu ombro, riu de leve, e me contou que eles continuam aparecendo. E estou pressentindo um mimimi duradouro enquanto tento ver os próximos episódios e dar uma chance pros novatos. Bosta, nem de personagens de SÉRIE eu consigo me separar.

Sorte que eu tô fazendo duas matérias. Se fossem seis, igual semestre passado, mais namoro, mais trabalho, bem, digamos que eu agora estaria desempregada, teria tomado meu pé na bunda ainda antes e trancaria 4 matérias, ao invés de uma. Sério, só comece a ver uma coisa dessas (aka House) se puder.

Comentário: Drop Dead Diva

Uma das minhas recente estratégias envolvendo escapismo da realidade ou aborrecimento fatal consiste em achar alguma coisa, QUALQUER COISA, pra assistir que não esteja na nossa fantástica televisão brasileira.

Pois bem. Eu estava fuçando no Baixe de Tudo e descobri o resumo dessa série, Drop Dead Diva. Duas semanas e treze episódios depois, differentemente de Gossip Girl, achei que esse merecia alguns comentários.

Vamos ao básico: No episódio piloto, temos uma advogada workaholic, bem acima do peso, e uma modelo loira com seu namorado tão maravilhoso quanto ela própria. Ela morre num acidente de carro em direção a um teste enquanto a advogada no mesmo dia morre por ter tomado um tiro ao se colocar na frente de seu patrão. No céu, a modelo, Deb, encontra Fred, seu anjo da guarda, e acaba conseguindo voltar para o mundo dos vivos. Só que no corpo de Jane.

Ah, com certeza não estamos falando de algo profundo, filosófico ou mesmo instigante para a mente. Na verdade, é quase o oposto. Muita gente me diz que assiste novela porque depois de um dia filho da puta tudo que se quer é sentar, relaxar e assistir uma coisa bobinha que não exija muito. Eu me sinto mais ou menos assim com séries da linha Gossip Girl e Drop Dead Diva. Pensando bem, Lost também.

O que essas séries tem em comum? Bem, eu perguntaria o que elas não tem. Antes de mais nada, gente feia. É quando você me pergunta, ué, mas a personagem principal deste não é uma mulher bem gorda, de cerca de 30 anos? E sim. Mas ao mesmo tempo, se você prestar atenção, os ângulos escolhidos pelas câmeras são sempre mais ou menos a mesma coisa, lado direito do rosto, só meio virado pra câmera. Ela não tem um só close. E também você não vê nada abaixo da cintura dela, é impressionante. As câmeras fazem o máximo para que você se pegue pensando: ahhh, mas ela é bem bonita… Bem, não que ela seja feia, mas ela é normal. Isso é bem diferente do tratamento de câmera em qualquer das várias versões de Betty, a Feia, por exemplo. Essas diferem muito, mas são unânimes em retratar o pior da personagem principal, seja na Colômbia, no México, EUA ou Brasil.

Isso é engraçado de perceber, porque eu acho que abala um pouco a expectativa dos criadores da série, que disseram no USA Today que esperavam redefinir o conceito de beleza entre as pessoas. É claro que tem seu efeito, em termos de cultura pop, mas desde o começo da década a gente percebe que o loser está em alta. E se esse loser, apesar de ser “feio”, for extremamente competente, melhor ainda. Alguém aí lembra do Daniel-san?

Falando assim, parece que eu não gosto da série. Gostei muito, e aguardo ansiosamente pelo lançamento da segunda temporada em junho (li na Wikipedia). Mas sejamos claros. Drop Dead Diva é uma história legal, capaz de entreter, engraçada, cativante. Você se pega torcendo sinceramente pela Jane e revendo primeiros julgamentos de caráter de Kim, mas não espere uma discussão estética que ultrapasse o “você tem que estar feliz com você mesma”.

Isso tudo já foi dito e olha que eu nem mencionei o lance Legalmente Loira da série. É claro que por dentro Jane é a loira Deb, e nos primeiros episódios a semelhança entre ela e Reese Witherspoon é gritante. Mistérios são resolvidos com cores de batom, por exemplo. E mesmo na única vez em que os advogados da firma onde os personagens trabalham são vencidos, o vencedor do processo volta e faz o que eles queriam desde o começo.

Ironia do destino ou não, o namorado de Deb, Grayson, é colega de Jane no escritório. E, fazendo a linha Édipo, recebe todos os sinais de que algo da sua namorada morta está bem ali na sua frente, e nem com a pulga atrás da orelha ele fica.

De qualquer maneira, é uma série curta e cativante. Eu recomendo.

Tudo que é sólido pode derreter

Faz tempo que eu conheço essa série, mas só hoje fui lembrar de postar!

“Tudo que é sólido pode derreter” é uma série baseada no curta metragem do mesmo diretor e com o mesmo título, com a protagonista Thereza (o nome da minha vó <3), uma menina de colégio e dos amigos dela. Algumas obras muito importantes das literaturas brasileira e portuguesa são abordadas de uma maneira muito coesa com os fatos do episódio. A protagonista está sempre se questionando e tendo uns insights de imaginação dignos de Lucas Silva e Silva. O que é mais bonito é que ela vê e conversa frequentemente com o tio, um diretor de cinema que morre ainda na história que está no curta metragem, mas isso é tratado com muita delicadeza, sem dramas, sem exageros.

A história é simples, mas conquista pela qualidade e pelo tanto que os personagens parecem reais. Não são adultos de 25 anos interpretando colegiais, igual na Malhação ou em séries internacionais. São adolescentes fazendo adolescentes, vestidos como adolescentes. Thereza não é melhor do que seus amigos, é parte de uma turma. Acho a coisa toda muito bonita e aconselho pra pessoas que mexem com literatura no ensino médio, ou que dão aulas de literatura de maneira geral:

Todos os episódios estão no youtube, mas fragmentados. Eu assisti no próprio site da série, Tudo que é Sólido Pode Derreter. Lá tem informações sobre os atores, sobre os episódios, e toda a trilha sonora, que é uma gracinha, principalmente a música de abertura. Muito recomendado.

Mandei e-mail para a equipe perguntando sobre a possibilidade de uma segunda temporada, mas apesar de confirmarem a possibilidade, não existe nada certo. Assistam! Ou vocês podem ter a paciência de ver na TV Cultura, onde eu descobri a série, de domingo à uma e meia da tarde, ou de segunda às seis da tarde. =]

Comentário: Lost, primeira temporada

Em primeiro lugar, agradeço o feedback sobre o último post e fico feliz de saber que eu sou mais normal do que imaginava. Morte aos babacas!

Em segundo lugar, caí em tentação e acabei fazendo o muita gente já tinha me aconselhado: peguei esse tempo todo de férias, cujas madrugadas eu gastei jogando the sims avidamente, e comecei a baixar Lost, o famoso seriado superpopular. Tem gente enlouquecida com as várias temporadas. Uma grande amiga minha, Melissa, me disse que só valiam a pena as duas primeiras temporadas, porque foi quando começaram a esticar e confundir a história só porque estava dando dinheiro.

Pelo sim, pelo não, resolvi dar uma chance e se achasse ruim, poderia falar mal com propriedade. Demorei tanto por dois motivos: o negócio me parecia assustadoramente popular e porque semestre passado eu estava muito ocupada, não podia me dar ao luxo de viciar numa outra história (já que no fim do semestre eu estava na onda Artemis Fowl, que merece um post – qualquer dia desses) . De qualquer maneira, noite passada terminei a primeira temporada, e já baixei dois episódios da segunda, agendados pra madrugada de hoje.

Em primeiro lugar, muita gente gosta de Lost por causa das narrativas em paralelo: você sempre tem um dos personagens colocado em posição central nos acontecimentos e intercala essa ação com flashback. Como a história se passa numa ilha deserta com cerca de 40 improváveis sobreviventes de uma queda de avião (de Sidney a L.A.), os episódios da primeira temporada estão focados no que trouxe cada um dos cerca de dez personagens principais àquele voo específico.

O protagonista dos protagonistas, Jack, é um tipo irritante pra mim. Ele é toda a romantização que se faz da carreira de médico transformado em realidade. É um líder natural, mas também é impulsivo e, sinceramente, nada disposto a compreender os outros. É cheio de julgamentos de moral. Pessoalmente, não me dou maravilhosamente bem com esse tipo de pessoa. O clichê dele entrar em desespero quando perde um paciente me deixa muito aborrecida, e me dá uma sensação daquela cena do início de Cidade dos Anjos.

O potencial par romântico dele, Kate, é uma personagem cheia de segredos, mais do que todos os outros. Cada pequena informação dela é obtida com muita dificuldade. Ela é muito bonita, como seria de se esperar, de tão cabeça dura e intempestiva quanto Jack.

Resta só se apaixonar pelo personagem mais previsível de me conquistar: Saywer.Josh Holloway como Sawyer

Por que é previsível sendo eu? Bem, ele é durão, tem humor negro, é imprevisível e, claro, delicioso. Nó gente. Tudo bem que exageram nas cenas sem camisa, mas não sou eu que vou reclamar. Na primeira temporada ele é visivelmente apaixonado – ou pelo menos tem uma coisinha – pela Kate. Gosto muito do jeito como ele demonstra. É sutil, e ainda assim honesto. Gosto muito de quando ele conta ao Jack sobre alguém que encontrou antes de pegar o avião.

Sobre os mistérios da ilha, bem… Todos eles me remetem com força a um seriado velhíssimo, que passou na Record e depois na Band, “O Mundo Perdido“. No fim da postagem deixo o link pra um dos episódios. Esse seriado mais antigo está não numa ilha, mas num platô, e o elenco é composto de uma expedição científica que não consegue encontrar a saída pro litoral. O que eles tem em comum: simples. Ambos tem enredos que começam clichês, mas que vão ficando mais e mais complicados conforme se desenvolvem.  Até aí continua tudo bem, mas ambas as histórias vão progredir para concluir que algum propósito fez com que exatamente esses personagens estivessem naquela situação, e que para todas as perguntas haveria uma só resposta. “O Mundo Perdido” não terminou, e o máximo que pude achar há uns anos na internet foi um esqueleto do roteiro do final, pra saber por cima como seriam essas respostas, que até agora achei mais bem amarradas que em Lost.

Voltando ao seriado, tudo bem que ele é focado em flashbacks, e que estes são responsáveis por tocar a história pra frente, de modo a conquistar quem assiste. Basicamente, esses flashbacks tentam fazer a gente se identificar com a dor dos personagens, colocados em cenários familiares a nós: fim de namoro, gravidez indesejada, traição, problemas familiares… É bom e velho Aristóteles atacando novamente: assim você pensa, “nossa que foda, hein” e ao mesmo tempo “que bom que não é comigo”, citando o Jacyntho, professor de literatura grega da FALE.

O problema é que os personagens se comunicam muito pouco. Não sei se isso melhora e/ou progride na segunda temporada, que ainda vou começar a ver, mas eles estão sempre imersos no passado, e são afetados demais por ele nas ações presentes. Isso faz com que seja muito difícil qualquer aproximação real. Na verdade, aproximações não são o foco nessa temporada. Por exemplo, você só vê nuances de como Shannon e Sayid ficam juntos.

Bem, eu vou terminar esse post por aqui. Agora também estou baixando Gossip Girl – eu mereço minha pílula diária de futilidade + vocabulário nova iorquino – e quem sabe eles ganhem um post, caso tenha algo que valha a pena analisar. Fico por aqui, sabendo que ninguém vai ler esse post, já que os de Solitários e Emma, tão grandes quanto esse, foram os menos populares. Mas ah, se fosse pra ser popular eu entrava na academia e ia pro Big Brother… =]